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 Dangerous World 2 ~ 34 ~ último

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sara_
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Seg Jun 22, 2009 4:23 pm

Afinal ainda têm mais uma semana de capítulos. Já não vou amanha, vou só domingo (:
Então, neste diz-me finalmente quem estava no video (lembram-se?), e tem decisões complicadas e bláblá. Não vou falar sobre o próximo, vai ser surpresa, e acho que vocês vão ficar a morrer de curiosidade durante uma semana inteira, muahah xD Vá, não se chateiem, vocês já sabem, aqui a Sara precisa de sair deste fim do mundo para ganhar inspiração (a)



- 22 -


Passou uma semana desde que vi Will no seu gabinete do casino. Passou uma semana desde que o vi. Não posso mentir a mim própria e dizer que não me custou porque a dor foi muita mas também foi bom, renovou-me as forças e ajudou-me na relação com Tom.

Tom estava sem dúvida mais calmo, já não se exaltava tão facilmente mas continuava um pouco apreensivo comigo. Na noite daquele dia fizera-me um pedido, aquele pedido que eu não queria, e ainda acabei por derramar umas lágrimas com as suas palavras.

Flashback

- Sara, prometes-me uma coisa? – perguntou-me com as lágrimas a deslizarem-lhe pela face após lhe ter dito que vira o seu irmão.
- Depende do que me pedires…
- Por favor, promete-me que me levas convosco para a Rússia. Eu não vou aguentar ir para longe, não vou aguentar deixar-te ir sem a certeza de te voltar a ver. Tu és das pessoas mais importantes para mim e eu não vou aguentar perder-te, não posso permitir que te aconteça algo. Promete-me.
- Tom… já falámos sobre isto…
- Eu sei! Mas eu não aguento mais sentir-me assim! Por favor, eu quero ir para a Rússia, nem que me obrigues a estar fechado numa casa 24 horas por dia mas eu preciso de estar perto de ti! Eu preciso de estar perto dele!
- E o Mathew? Eu não o posso levar para lá…
- Ele pode ir para Portugal, os teus pais podem ir com ele para o Dubai, sei lá!


Virei-lhe costas por momentos e olhei o horizonte coberto de nuvens escuras. O sofrimento de Tom tornou-se o meu sofrimento, mas não posso tomar tal decisão tão repentinamente…

- Preciso de pensar.


End of Flashback

E eu pensei. Pensei durante uma semana e hoje de manha lá estava ele à porta do meu quarto com uma expressão impaciente no rosto. Felizmente o som da campainha livrou-me de dar a resposta que sei se irá tornar definitiva a partir do momento em que sair da minha boca – e eu quero atrasar tal momento o mais possível.

- Sara! Acorda e mexe-me essas pernas! – suspiro e desencosto-me da parede para me meter novamente de cima da passadeira rolante.
- Shizuka, já estou farta de exercício físico… – começo a correr novamente ao sentir o tapete deslizar – Não podemos parar um bocadinho?
- Ainda mais do que já paraste?!
– pergunta-me indignada – Desde que chegámos ainda não saímos daqui, ainda nem uma hora passou!
- Eu concordo com a russa
– Chris olha-me sufocante e dá um pulo para sair do tapete que se move rapidamente debaixo dos seus pés – A sério, tu és louca Shizu! Eu já não sou tão nova como antes, já não tenho a mesma capacidade física, e a russa também não! Queres-nos matar?
- Baah
– pressiona o botão para parar o tapete e senta-se no chão – Vocês são umas fraquinhas!

Eu e Chris olhamos uma para a outra e reviramos ambas os olhos. Como que por telepatia começamos a afastar-nos da japonesa, deixando-a a falar sozinha. Ouvimo-la chamar-nos, o que nos indica que já se apercebeu que estava a falar tipo maluquinha. Rapidamente nos alcança e deixamos juntas o ginásio para trás.

Não demoramos muito a chegar a casa, afinal é mesmo do outro lado da rua. Assim que abro a porta sou recebida por Math que se afasta rapidamente reclamando que estou toda transpirada. Vejo Tom rir-se, olho-o furiosa.

- Vou tomar um banho – caminho para o meu quarto. Sem dúvida que um banho me vai fazer relaxar… vai-me ajudar a pensar.

Sinto a água quente percorrer-me a pele e fecho os olhos. Antes de ver aquele vídeo pensava se tudo por que estávamos a pensar valeria a pena um dia, perguntava-me vezes e vezes se não seria tarde demais. Agora que sei que ele ainda está vivo, agora que tenho a certeza, o medo começa a apoderar-se de cada recanto do meu ser.
Tenho medo de falhar, medo de desperdiçar todo o esforço no último minuto, medo de ceder perante ele, medo do que terei de fazer para salvar o Bill… Não que tenha desistido de o encontrar, não, isso não acontecerá nunca. O problema agora é que há outra pessoa envolvida… e eu não quero que essa pessoa morra.
Toda esta situação colocou-me numa posição complicada, parece até uma cena saída dos filmes do Harry Potter em que “um não pode viver enquanto o outro viver também” ou algo do género, parece uma situação quase irreal, que tem tudo de real. Cheguei a um ponto em que duas pessoas importantes para mim estão dependentes da minha escolha que, seja ela qual for, vai sempre prejudicar ambos. E agora pergunto-me: o que fazer? Seja lá qual for a resposta a tal pergunta tenho de a descobrir o mais rápido possível, o tempo escasseia a cada segundo que passa.

Afasto-me da água relaxante e vou para o meu quarto. Assim que levanto o olhar vejo Tom sentado no puff preto junto da janela. Detenho-me por segundos esperando que ele quebre o silêncio que se instalou entre nós.

- Então? – é a única coisa que diz. Suspiro e mordo o lábio inferior, sei muito bem o que ele quer…
- Então o quê?
- Não te faças de desentendida. Quero saber a resposta, já tiveste imenso tempo para pensar…
- Tom, eu…
- Pára por aí.
– levanta-se e aproxima-se de mim. Eu continuo envolta na toalha com o cabelo a pingar-me nos ombros – Não quero mais desculpas… Não me faças esperar mais, peço-te.

Recuo alguns passos e Tom avança, mantendo-se sempre a escassos milímetros de mim. Continuo a recuar e ele continua a aproximar-se. As minhas costas embatem na parede, deixando-me sem hipótese de fuga.

- Sabes que preciso de uma resposta… - a sua voz é um sussurro quase inaudível. Sinto a minha respiração acelerar e Tom aproxima-se um pouco mais, juntando os seus lábios à minha orelha. – Não te vou deixar sair até ter uma resposta…

Subtilmente esquivo-me dele e afasto-me para o lado oposto do quarto. Mesmo de costas para ele sei que suspira e adopta uma expressão pesada. Numa questão de segundos sinto a sua mão no meu ombro nu, vira-me suavemente, permitindo-me ver os seus olhos brilhantes de desespero. Das poucas pessoas que me faziam ceder, Tom era uma delas – e esta era apenas uma razão pelas quais eu queria evitar este momento.

- Vais-me dar uma resposta, ou nem por isso? – pergunta-me impaciente. Suspiro pela enésima vez desde que regressei do ginásio e fecho os olhos, preparando-me para falar.
- Tenho algumas condições. – abro os olhos e vejo um sorriso vitorioso desenhar-se na sua face.
- Isso quer dizer que vou?
- Calma, primeiro ouve-me
– ele anui e mantém-se em silêncio, ansioso por me ouvir. – Se fores para a Rússia terás de ir connosco ao ginásio e vais praticar tiro, quero que estejas preparado no caso deles te confrontarem. Não vais andar na rua de qualquer maneira, vais ficar em casa com o Igor e o Ser. As gémeas vão com os G’s, os meus pais e o Math para o Dubai, a tua mãe e o Gordon também têm de ir com eles. A partir do momento em que fizeres algo que possa comprometer a missão metemos-te no jacto para o Dubai. Combinado?
- Sim!
– responde-me sem hesitar – Obrigado…

Dá-me um beijo na testa e sai, deixando-me à vontade para me vestir. Enquanto me preparo penso sobre a resposta que dei a Tom. Chego à conclusão que ele não irá atrapalhar, ele está disposto a tudo para reaver o irmão. Pode até tornar-se uma boa ajuda…

“Espero que não me desiludas”
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Seg Jun 22, 2009 5:30 pm

YEAH!
O Tom vai!

Coitado! Ia dar em louco se nao fosse!
Sempre a querer saber novidades, se estavam todos bem ou nao.

Continua!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Ter Jun 23, 2009 3:10 am

com o tom a me encontar na parede claro que concordo com tudo
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qua Jun 24, 2009 3:55 pm

OLÁS!
Como estão? Bem, espero eu. Tenho difinitivamente de escrever na fic, vou aproveitar que hoje estou sozinha em casa para ver se sai alguma coisa de jeito. Que posso dizer sobre este capítulo... é dos meus preferidos também, acho que está fofinho, tem poucos diálogos mas acho que não se torna enfadonho :3
Pronto, espero que gostem. Quanto ao próximo, não digo nada para não me matarem já. Lembram-se de eu dizer que iam a ficar a morrer de curiosidade durante uma semana? Yeah, vão mesmo, mas eu prometo que compenso com um final fofinho e, quem sabe, uma próxima fic (ainda estou a ponderar sobre isto, tenho de pensar mesmo muitooo bem).
Até sexta&obrigada a quem ainda tem paciência para ler isto!



- 23 -


Falta exactamente uma semana para o Natal. O tempo começa a passar rápido de mais, os segundos esgotam-se e eu nem sequer me apercebo disso. Estes últimos meses foram demasiado intensos. Entre idas ao ginásio, o clube de tiro, a piscina e umas idas ao hospital o tempo que me sobrou foi quase nulo.

Tom acompanhou-nos todos os dias ao ginásio. No inicio cansava-se muito rapidamente mas, com o passar dos dias, começou a ter uma melhor resistência física e tinha ganho mais uns quilos em massa muscular. Eu e Chris já estávamos em forma novamente, Shizu tem feito um óptimo trabalho. No clube de tiro é que as coisas se complicaram – a pontaria de Tom não era grande coisa então passámos um mês inteiro a tentar ensiná-lo a disparar uma arma em condições. Felizmente, após um mês de treino intensivo, lá conseguiu acertar no centro do alvo várias vezes consecutivas. Pelo menos agora sei que, no caso de algum se lembrar que ele está na Rússia, ele se conseguirá defender.
Nos treinos na piscina do ginásio optámos por não incluir o Tom. De certa forma, eu, Chris e Shizuka estávamos a recriar o treino que tínhamos recebido quando nos foi solicitado que ingressássemos no mundo do crime – Tom não precisaria de se matar naquele que era considerado o treino mais exigente. Sendo assim, enquanto as raparigas estavam a suster a respiração o maior tempo possível debaixo de água, Tom estava em casa com Mathew.

Cooper, ao saber de todo o plano – eu vi-me obrigada a contar-lhe visto que ele também irá connosco para a Rússia, na eventualidade de alguém se tornar um alvo como aqueles que estão no campo de tiro – quase que me obrigou a desistir do hospital. No início eu não queria, aquilo fora a minha vida durante muito tempo, fora o meu escape mas, um mês após os treinos completos, apercebi-me que não conseguiria encaixar aquilo que mais queria fazer na vida com a minha outra faceta. Sendo assim, tive de estabelecer prioridades, e a minha maior prioridade era tê-lo novamente ao meu lado. Então desisti do hospital alegando que estava na hora de acabar o curso e que não conseguiria conciliar tudo por causa do meu filho. É claro que eles compreenderam mas, mesmo assim, ainda costumo ir umas horas até lá quando estão com menos pessoal.

Concentro-me novamente na conversa animada que se reproduz à minha volta. Não sei se é desta época natalícia ou se estamos todos a ficar demasiado velhos mas já não fazíamos um jantar assim há demasiado tempo. Numa das maiores mesas do restaurante estamos eu, a Chris, a Shizuka, o Mathew, o Tom, os G’s, o Jay, a Lú e o Cooper – resumindo, o “grupo” quase todo.

- Oh, eu gostei imenso de Itália! – ouço Gustav dizer. A conversa tinha chegado às cidades ou países que mais tinham gostado até agora e, como pessoas viajadas que éramos, já estávamos nisto há algum tempo. Afinal, juntar uma cambada de pessoas cujo passatempo é andar de cidade em cidade tinha de ter as suas desvantagens…
- Se vivesses lá, não dizias isso. – todos se voltaram na direcção da Chris – Não olhem todos para mim, então?! É a verdade, por muito bonito que seja o país, as pessoas têm uma forma de pensar demasiado… como se diz… antiquada? Sim, é isso.
- Nisso sou obrigada a concordar
– começa a Lú – Eu gostei imenso de visitar Roma mas realmente assisti a coisas que eram impensáveis para mim que causassem tanto alarido.
- É a forma de pensar das pessoas, não podemos fazer nada. Mas isso não acontece só em Itália, é em todo o lado.
- Sim, o Jay tem razão
– intervenho. – Em Portugal notava o mesmo que a Chris nota em Itália, devia ser por isso que sempre quis sair de lá.
- E à primeira oportunidade, vieste para a Alemanha!
– interrompe o Georg. – Porque escolheste a Alemanha e não outro país qualquer tipo a Rússia ou a Itália? Porque optaste vir para um país onde não conhecias ninguém?
- É assim tão difícil descobrir a resposta?
– fiquei em silêncio por momentos, recordando o motivo que me levara a escolher a Alemanha e não outro país qualquer. Segundos depois, é Tom quem fala num tom monocórdico. Até agora tinha estado bastante afastado da conversa, sempre a brincar com o Math.
- É obvia, a resposta – olha para cada pessoa à volta da mesa – Ela veio para a Alemanha porque, de certa forma, tinha esperança de nos encontrar… - olha-me e sorri – Tinhas esperança de encontrar o Bill, não era?
- Sim
– respondo – Só não esperava encontrar-vos tão rápido!

E assim continuamos. Recordamos momentos passados em cada cidade que visitámos, recordamos cenas mirabolantes e rimos como já não riamos há muito. Até Mathew parece ter uma nova alegria espelhada no rosto.

Saímos do restaurante já tarde, Mathew acabara por adormecer ao colo do Gustav que o transporta ternamente até chegarmos ao meu Mini Cooper. Agora, fazemos todos pouquíssimo barulho para não acordar Math. Ele estivera sem dúvida feliz durante todo o dia.

Não sei como vai ser quando tivermos de ir para a Rússia, mas sei que vai ser certamente complicado para ele. Ainda tenho esperança que seja rápido mas pode demorar mais que o previsto. Felizmente, sei que Mathew fica bem com os meus pais – e ter a certeza disso faz-me partir muito mais descansada.

Não demoramos muito a chegar a casa, o restaurante ficava relativamente perto, numa avenida um pouco movimentada a uns quarteirões do prédio. Quando Tom tira Math do carro ele abre os olhos mas rapidamente os fecha novamente, colocando os braços à volta do pescoço do Tom. As ruas estão silenciosas, apesar de ser uma época tipicamente barulhenta. Entramos apenas nós no elevador, os outros habitantes do prédio nossos conhecidos decidiram ir explorar a noite de Berlim. Ao entrar em casa, sou consumida novamente pelo enorme vazio que se faz sentir e, como sempre, como se de um acto reflexo se tratasse, dirijo o meu olhar para as grandes portas de vidro que dão para a varanda. De certa forma, continuo com a esperança de chegar a casa e o encontrar ali, naquele lugar que se tornou seu há já muito tempo atrás. Vou com Tom para o quarto de Mathew e acordamo-lo por um bocadinho para vestir o pijama. Não reclama connosco, tal é a forma em que está. Saímos do quarto, deixando Mathew a dormir com aquela sua face angelical.

- Já falta pouco, não é? – pergunta Tom, seguindo-me até à cozinha. Pego num copo que encho rapidamente com água e bebo uma pequena porção do líquido.
- Muito pouco…
- Sabes, estou um bocado ansioso, não sei explicar. Sinto um apertozinho cá dentro, acho que estou nervoso.
- É normal, mas tens de te acalmar. Quero-te na Rússia de cabeça fresca
– acabo de beber a água e Tom impede-me de continuar a falar.
- Sim, eu sei, já falámos sobre isto várias vezes. Não te preocupes, eu não vou atrapalhar! – sorrio e ele abraça-me. Ficamos assim uns minutos até que eu sinto o cansaço invadir-me. Afasto-me no seu abraço e dou-lhe um beijo na bochecha.
- Vou dormir, devias fazer o mesmo.
- Sim mãezinha, já vou…


Sorrimos novamente e começo a caminhar para o meu quarto mas a voz de Tom faz-me parar.

- Sara? – volto-me na sua direcção – Encontrei este envelope agora mesmo à entrada, não tem remetente, só tem o teu nome. – avanço confusa na sua direcção e pego no envelope – Deve ter sido agora porque não me lembro de o ver quando entrámos. – observo o envelope virando-o várias vezes. Não me parece nada de mais, pelo menos é pequeno demais para ter uma bomba… acho eu – Não vais abrir?
- Abro depois, agora estou cansada e não estou com paciência para enigmas.
– começo a andar novamente na direcção do meu quarto com o envelope na mão – Boa noite Tom.
- Boa noite Sara!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qui Jun 25, 2009 12:05 am

Hmm!
O que será que tem aquele envelope?
Nao sei porquê, mas isto nao me cheira nada bem...

Continua!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qui Jun 25, 2009 4:57 pm

intrigante primeiro o Tom e drogado depois as rosas agora o envelope =/

quem sera?
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sex Jun 26, 2009 4:59 pm

Ai que é hoje que vou morrer. Acho que afinal não vai haver capítulo, vocês vão-me matar virtualmente quando acabarem de ler porque vão ter de esperar uma semana para ler o resto! Vá, vai haver capítulo, mas não se chateiem muito comigo, está bem? Eu prometo que venho assim cheia de inspiração para escrever coisas bonitas e interessantes.
Já sabem, o próximo capítulo só quando eu voltar, que deve ser na sexta-feira. Eu gosto deste, a sério que gosto, e tem uma revelação muitoo importante, que acho que vai surpreender e acho que vocês já estavam à espera desta revelação há muito tempo.
Resta-me dizer até para a semana, vão ver que passa rápido!



- 24 -


Abro a porta cuidadosamente e entro. Sinceramente, não sei que horas são, mas sei que é suficientemente tarde para todos já estarem a dormir. Agradeço mentalmente ao Tom por, sem saber do que se passa, ter dito à Chris e à Shizuka para ficarem a dormir lá em casa – facilitou-me, sem dúvida, a tarefa de sair sem me denunciar. “Pareço uma adolescente que quer sair à noite mas os pais não a deixam então sai sem eles se aperceberem”

Vou até ao quarto que agora pertence à italiana e começo a pensar em algo para vestir. Está frio, logo não posso ir com um dos vestidos que costumo levar em ocasiões destas. Pego nas calças de cabedal preto e numa camisola de alças também preta com alguns desenhos brancos, pouso as duas peças de roupa de cima da cama e apresso-me a ir para a casa de banho a fim de tomar um duche rápido. Não arrisco a perder demasiado tempo a esticar o cabelo por isso limito-me a secá-lo um bocadinho e a meter espuma, para depois o apanhar num rabo-de-cavalo perfeito com alguns caracóis. Quando já tenho as calças e a camisola vestida deixo os sapatos de tacão de lado e calço umas All Star todas pretas também elas em cabedal. Visto o casaco preto Adidas e arrumo as coisas, deixando a casa vazia para trás com a mala ao ombro onde levo a arma.

Como sempre, não demoro muito tempo a chegar à garagem. Aperto o casaco até ao cimo e entro no Ferrari, espero que o portão automático abra e, quando já é possível sair, acelero e deixo o portão a fechar automaticamente. Mantenho uma velocidade constante enquanto conduzo pelas ruas de Berlim. As ruas estão iluminadas com os típicos enfeites natalícios, vêem-se alguns adolescentes pelas ruas, parecem estar muito pouco sóbrios.

Estaciono o carro num canto mais recatado do parque de estacionamento da Krishev e caminho num passo rápido até ao segurança que me deixa entrar sem hesitações assim que lhe mostro a mão e a pulseira. Sinto-me ser consumida pelo ar sufocante e pesado que paira por ali. Movimento-me por entre a imensidão de corpos até chegar ao bar.

- Vodka – o barman sorri e passados breves minutos tenho o copo à minha frente. Bebo um bocado e olho à minha volta, ergo o olhar para os enormes vidros do patamar superior e vejo James, o dono da discoteca, a observar o ambiente.

Pego no copo e afasto-me do balcão, procuro não sei bem quem no meio daquela gente toda mas rapidamente desisto ao concluir que tal tarefa deve ser impossível. Acabo de beber a Vodka e deixo o copo ao abandono numa mesa qualquer enquanto me dirijo para as escadas que dão acesso ao patamar superior. Se James sabe que eu voltei à Krishev e não o visitei vai ficar sem dúvida bastante chateado.
A cada passo que dou parece que o ambiente se torna mais claustrofóbico, sinto-me ser observada mas continuo a caminhar por entre corpos suados e fragrâncias duvidosas. O segurança deixa-me passar e subo as escadas calmamente, apreciando a diferença palpável de um ambiente para o outro. Por momentos recordo o que dizia no papel que se encontrava dentro do envelope e quase que suspiro de alivio por me ter lembrado de deixar o envelope em casa e um bilhete para Tom caso algo corresse mal. Parece que às vezes ainda consigo ter ideias úteis…

- Sara Petrichov, como tu cresceste! – a voz de James no seu alemão carregado faz-me sorrir. Ele abre os braços, incitando-me a abraçá-lo e deposita um beijo na minha face.
- Ao falares-me nesse tom tão paternal começo a pensar que estás a amolecer… - ele convida-me a sentar num dos vários sofás de veludo roxo que por ali se encontram. Tiro o casaco e pouso a mala o mais próximo possível de mim.
- Oh minha querida, sabes que sempre tiveste esse efeito em mim… Mas conta-me, o que tens feito para já não apareceres no meu estabelecimento há imenso tempo?
- Digamos que ando focada num outro projecto…
- Já calculava
– pela sua resposta deduzo que ele tenha atingido o que eu queria dizer – e está a correr bem?
- Sim, eu acho que sim. Já falta pouco…
- Ainda bem, quero-te ver novamente feliz, sabes disso… E como está a Ann?
- Ela está na Rússia, está-me a ajudar, tu sabes, é sempre bom ter alguém perto dos inimigos… Quem também está cá na Alemanha é a Christinna Belleci e a Shizuka Nakamura, lembraste delas?
- Vagamente… a Belleci ainda tem o seu cabelo vermelho invejável?
- Oh, está cada vez mais vermelho! E agora a Shizuka tem o cabelo branco e azul, já perdi a conta às vezes que aquela rapariga mudou de cor!
- Devem estar tão crescidas… e de certeza que estão muito bonitas!
- Lá estás tu outra vez com o teu tom paternal… É assim tão forte?
- Não consigo resistir, vocês eram as minhas meninas!
- Eu sei James…
- olho para trás, pelos enormes vidros que nos permitem observar a discoteca inteira. – Tenho de ir, mas vou deixar aqui o casaco está bem? Assim tenho uma desculpa para cá voltar.
- Vai à vontade e depois quero saber os pormenores todos!
– sorri e dei-lhe um beijo na face.
- Agora já pareces uma tia a falar… - ele olha-me e ri.

Desço as escadas um pouco mais rápido e mergulho novamente naquela atmosfera densa. O espaço já não está tão preenchido por isso é-me muito mais fácil movimentar por entre as pessoas que dançam animadamente. Inesperadamente, sinto-me ser puxada para um canto da discoteca e alguém me tapa a boca, impedindo-me de soltar um grito que se tornaria inaudível a partir do momento em que chocasse com a música que se encontra num volume elevado. O texto que estava no envelope vem-me novamente à cabeça e releio-o mentalmente.

Se queres manter aqueles que amas sãos e salvos aconselho-te a ires à Krishev amanha à noite. Sai quando todos estiverem a dormir, ninguém pode saber o teu destino. Quando menos esperares, eu aparecerei. São assuntos do teu interesse…

Sinto-me ser voltada, ficando de frente para o indivíduo que me arrastou para a penumbra. Uma raiva enorme percorre-me o corpo e, quando me preparo para tirar a arma da carteira sinto um objecto pontiagudo demasiado perto do meu abdómen.

- Como foste capaz? – pergunto entre dentes, sinto o meu sangue passar-me nas veias a uma velocidade estonteante.
- Mas eu não fiz nada… - o homem pelo qual nutria um já certo ódio de estimação aproxima-se mais de mim, afastando o objecto pontiagudo para longe da minha pele.
- Eu sabia que eras uma m****, mas nunca pensei que descesses tão baixo…
- Descer?
– aproxima-se mais um pouco e sinto uma das suas mãos agarrar-me na nuca. Vejo um sorriso de gozo formar-se na sua face. Puxa-me violentamente para o exterior pelas portas traseiras e sinto o meu corpo congelar. – Descer?! – pergunta novamente, agora a sua voz é muito mais nítida e quase que me dá vómitos só de a ouvir – Eu ganhei muito com o que fiz… Não desci, subi bastante até…
- Metes-me nojo!
– berro, a sua face está demasiado próxima da minha. Vejo a sua expressão enrijecer, parece um autêntico louco acabado de sair de um hospício. – Como foste capaz de ajudar a raptar o Bill?! O Bill!! Tu eras manager deles! Eles confiavam em ti! Foi assim que tu pagaste tudo o que eles fizeram por ti?
- Não digas isso russa… Eu não fiz nada de mal, apenas sei escolher entre uma boa e uma má oportunidade…
- E era preciso destruíres a vida deles?! Era?!
– o meu tom de voz continua elevado, ele continua a agarrar-me, parece que tem medo que eu fuja. – Eu já nem digo estragares a minha vida, mas a deles? Eles não mereciam! Eles não tinham culpa de nada! O Bill não sabia de nada!
- Pára de berrar!
– fala-me num tom autoritário que me faz recuar – Pareces uma galinha! Sê bem comportada e faz tudo o que eu mando.
- Nunca.
– respondo convictamente – Nunca me irei sujeitar às tuas ordens, NUN-CA! Eu odeio-te David Jost, odeio-te! Metes-me tanto, mas tanto nojo! Ajudaste a raptar o Bill e drogaste o Tom, quem mais querias meter nisto?! DIZ-ME!
- Cala-te sua pega! Vais fazer o que mando a bem, ou mal!


Tento-me soltar das suas mãos mas todos os meus esforços são em vão, vejo-o tirar um pequeno pano do bolso e consigo soltar-me, começo a correr mas sinto algo cortar-me a pele no braço direito. Olho para o braço que adquire tons avermelhados, foi só de raspão, mas foi o suficiente para me fazer abrandar, ele consegue agarrar-me novamente e aproxima o pano branco da minha face.

Sinto-me ser transportada para uma espécie de coma induzido e tudo deixa de existir.


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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sex Jun 26, 2009 5:08 pm

OMG
Eu nao acredito! O Jost? Foi o Jost que ajudou a raptarem o Bill?
c*****! Tambem ja nao gosto dele!

E agora vou ter de esperar um bocadinho =(

Continua!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sab Jun 27, 2009 1:51 pm

estoou sem palavras!!!!!!!

fdp, o que ele quer com a Sarah agora?????
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qua Jul 01, 2009 5:53 pm

Eu sei que era suposto estar à boa vida e tales mas coise, surgiram umas complicações e acabei por não ir. Não postei antes por tinha poucos capitulos e não sabia se ia ficar com o bloqueio durante mais tempo. Mas pronto, já escrevi mais e tenho a dizer que ando a escrever os último capítulos. Em principio acaba no 33. Já ando há demasiado tempo com esta coisa, estou farta dela, mesmo. E não quero prolongar o final muito mais, porque sei que se o fizer, isto vai ficar uma valente porcaria. Então pronto, já sabem, o fim da DW está próximo, e permitam-me que o diga, FINALMENTE ! Enquanto não vem o final, fiquem com mais um capítulo, que como vão ver, vai ser contado de outra perspectiva. :3



- 25 -


Tinham percorrido a cidade de uma ponta à outra e nada. Não a encontravam em lado nenhum, ela não lhes atendia o telemóvel e a única coisa que tinham era um envelope sem remetente e um bilhete dela.

- O que é que o James disse? – pergunta Tom assim que vê Chris entrar em casa com o casaco preto que ele sabe pertencer a Sara.
- Ela esteve lá – pousa o casaco e senta-se ao lado dele com uma expressão cansada – mas a partir do momento em que ela saiu do patamar superior nunca mais a viu. Ela tinha deixado lá o casaco de propósito para lá voltar e despedir-se do James.
- Mas nunca lá voltou…
- completa o rapaz. Olha uma vez mais para o pedaço de papel e volta a ler as pequenas frases escritas numa caligrafia descuidada.

“Fui à Krishev, lê o envelope. Não sei o que poderá acontecer, mas se eu não voltar para casa de manha, partam para a Rússia o mais rápido possível e façam o que estava planeado. Encontra o teu irmão se eu já não o puder fazer. Adoro-te, tu sabes disso. Diz ao Math que gosto bastante dele.”

Já sabia aquelas palavras quase de cor de tantas vezes as ler enquanto Chris, Shizuka, Jay e Cooper tentavam encontrá-la. Durante aquele período indefinido de tempo em que esteve sozinho em casa e Math tinha ido com Lú e a sua mãe ao shopping não fizera outra coisa senão ler e reler o que ela escrevera. A preocupação apoderava-se de si de cada vez que relera aquelas palavras. Agora, resta o medo que o impede de pensar racionalmente. Eram tantas as perguntas, tantas as suposições, tantas mil e uma coisas que pairavam sobre a sua cabeça desde que acordou e não a encontrou em casa.

Ouve a porta de casa bater e ergue o olhar. Vê a japonesa atirar a mala para cima do outro sofá e sentar-se em frente ao seu computador portátil que se encontra de cima da mesa que está no centro da sala desde o início do dia.

- O que descobriste? - pergunta-lhe Chris. Esta sente os olhos de Shizuka pousarem nela e desviarem-se novamente para o ecrã do computador.
- A Ann já está alerta, se ela for vista na Rússia nós somos os primeiros a saber. Já alguém avisou os pais dela?
- Sim, o Jay tratou disso
– Tom olha para ambas as raparigas e levanta-se, dirigindo-se para o seu quarto – Vou fazer as malas.

Shizuka e Chris ficaram ambas a olhar para Tom um pouco confusas, até que Shizuka falou.

- Nós devíamos fazer o mesmo, e avisar quem vai… Assim que a Ann telefonar nós temos logo de ir embora, de outra forma, poderá ser tarde demais…
- Se ela contasse aquele maldito segredo tenho a certeza que nada disto acontecia… A sério, eu não percebo, mesmo depois de tudo o que aconteceu ela continua a proteger o William!
- O William não tem nada a ver com o que aconteceu ao Bill, tanto eu como ela já te assegurámos isso. E tu viste o que ele disse ao Bill, ele está a ajudá-lo!
– a sua voz soava agora num tom mais elevado do que o normal e rapidamente se recompôs, optando por mudar o rumo que a conversa estava a tomar – Os pais dela já estão a vir para cá?
- Sim, o Jay deve aparecer aí a qualquer momento com eles.
- Óptimo. Temos de tirar o Mathew daqui.


Ficam ambas em silêncio, como se tudo o que tivessem dizer já tivesse sido dito. Na verdade, não precisam de pronunciar qualquer palavra para saber o que cada uma está a sentir. Dor, medo, insegurança, um misto de sentimentos incompreensíveis que as faz vibrar, cada célula do seu ser. Apesar de já estarem a preparar tudo há já algum tempo não esperavam actuar tão rápido, muito menos sem ela. Se isso lhes diminuía as forças? Não, ainda lhas renovava. Agora, para além de terem que salvar Bill, teriam de encontrar a sua melhor amiga, a sua companheira de brincadeiras e missões, a sua irmã afectiva.

Tom aparece vindo do corredor com uma expressão cansada estampada no rosto, os olhos inchados e vermelhos como se tivesse estado a chorar há segundos atrás. E, de facto, estivera. Enquanto fazia as malas, inúmeras memórias soltavam-se da sua mente e passavam-lhe a um ritmo alucinante à frente dos olhos. Sentia-se, acima de tudo, perdido. Sentia-se vazio, sem rumo. Sentia-se a reviver o seu pior pesadelo, aquele pesadelo que lutamos com todas as nossas forças para que não se repita, mas o seu estava-se a repetir naquele preciso momento. Afinal, acabara de ficar sem ela. Ela, a sua miúda, a sua melhor amiga e, acima de tudo, a sua companhia e razão de viver nestes últimos quatro anos. Sem ela teria cometido uma loucura quando ele desapareceu. E agora ela.

Senta-se junto das duas raparigas que o olham receosas e, ao mesmo tempo, esperançosas. Mas ele não consegue sentir-se assim. Só consegue sentir raiva. Sente ódio, ódio daqueles malditos russos que lhe levam pedaços essenciais do seu ser aos poucos, aqueles malditos russos que o têm vindo a matar. Se era esse o objectivo, estão sem dúvida de parabéns, porque estão a conseguir.

O som cortante da campainha invade o espaço vazio e ainda mais incompleto daquela casa antes cheia de alegria, guardiã de segredos que jamais serão revelados. Ouve a voz do sobrinho e levanta o olhar, tenta pôr um sorriso na face mas sem sucesso.

- A mãe foi trabalhar? – pergunta Mathew assim que vê as três pessoas que estão naquela divisão. As raparigas olham para Tom, ficam à espera que ele responda.
- Sim – olha para Lú e para a sua mãe cujas faces retratam a dor que sentem com a situação que estão a viver – Hoje vais passear com os avós todos! – Tom sente as lágrimas assaltarem-lhe os olhos sem aviso prévio e esforça-se por não deixar escapar nenhuma – Lembraste daquelas férias que eu e a mãe te falámos no outro dia? – Math sorri e diz que sim – Vai ser hoje! Os outros avós devem estar quase a chegar…
- E a mãe, não se vem despedir de mim?


Um silêncio perturbante instala-se e ficam todos sem saber o que responder. Ninguém sabe como explicar a um miudinho de quase 4 anos o que se passa, mas também ninguém sabe o que dizer perante tal pergunta. Não lhe podem dizer a verdade, ele não compreenderá, mas independentemente da desculpa que arranjarem ele irá sofrer, mesmo que não se aperceba disso.

Assim que ouve a porta de casa bater Tom suspira de alívio. Mathew volta-se na direcção da entrada e, assim que vê o seu avô materno, corre para os seus braços com um sorriso enorme nos lábios.

- Avô! – o empresário de sucesso Jerome Petrichov abre os braços para receber o neto e sorri, ainda que um sorriso em parte triste.

A tensão que se notava há segundos atrás parece desaparecer e todos se sentem relaxar. Pelo menos, parece que Mathew se esqueceu da pergunta indefesa mas complicada que ele pusera e, esperam todos, por tempo suficiente para que alguém se lembre do que lhe dizer.
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qua Jul 01, 2009 8:07 pm

oh o que fizerao a Sara???
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qua Jul 01, 2009 8:57 pm

É bom que consigam encontrar a Sara e o Bill!

Coitado do Math!
Já esta a sentir a ausencia da mae, ja nao lhe bastava nunca ter dito pai, agora isto...

Continua!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Dom Jul 05, 2009 6:06 pm

Olá olá :3
Peço desculpa não andar a postar dia sim dia não, mas ando assim com uma preguiça fofinha e ando sem apetite para postar. Também, tenho de acabar de escrever a fic, ainda me faltam dois ou três capítulos, ainda não sei bem. Só tenho até metade do 32, vou tentar escrever algo hoje.
Obrigada a quem ainda lê e comenta esta fic, tanto tempo depois do primeiro capítulo. Este capítulo continua a ser contado na terceira pessoa, ainda vai demorar até a Sara aparecer novamente, mas quando ela aparecer vai ser um dos meus preferidos. Não prometo postar dia sim dia não, o mais provável é continuar a postar assim, sem dia ou hora definida, espero que não se importem ^^''



- 26 -


Mensagem Recebida
Não podemos fazer isto, não consigo…

Mensagem Enviada
Tom, é a única hipótese que temos, acho que nenhum de nós está à vontade para o fazer, mas tem de ser, para o bem dele. Já tenho tudo pronto, quando quiseres, diz.

Shizuka pousou o seu telemóvel topo de gama de cima da mesa que se encontrava no centro da sala da casa que pertencia a Tom e olhou expectante para o ecrã do computador, analisando se o seu trabalho não teria qualquer anomalia que os pudesse denunciar. Olhou mais uma vez para o relógio analógico e suspirou.

Faltavam apenas alguns minutos.



Tom estava sentado no sofá daquela que ele já considerava a sua casa. A sua perna esquerda movia-se descontroladamente, transparecendo o seu nervosismo e impaciência. Estava prestes a fazer uma das coisas que não suportava fazer – enganar o seu sobrinho – mas, tal como a japonesa lhe dissera, era para o bem dele. Afinal, era a única solução que tinham… para fugir à verdade, é claro.

Mathew andava de um lado para o outro com as avós que o ajudavam a arrumar as malas. Tom e Chris entreolhavam-se ansiosos e, acima de tudo, receosos. Tinha de correr tudo bem, tinha de acontecer tudo como Shizuka planeara há escassos momentos atrás.

- Tom – a voz grave de Jerome Petrichov acorda-o dos seus pensamentos, fazendo com que ele regresse à realidade. Levanta-se, de modo a ficar à mesma altura que o empresário.
- Sim, precisa de alguma coisa?
- De certa forma, sim… Podemos conversar?
- Claro, podemos ir para a varanda, estamos mais à vontade.


Tom faz sinal ao pai de Sara para avançar e olha confuso para Chris, que lhe retribui um olhar do mesmo modo. Não faz ideia do que Jerome tem para falar com ele, mas se antes estava nervoso, este suspense todo ainda o pôs numa situação pior.
Pousou os cotovelos nas grades e fitou o horizonte já em tons alaranjados, assinalando o final de outro dia. Aguardou que fosse o russo a falar, mas antes de ouvir qualquer som proveniente dele, um pesado silêncio carregado de solidão invadiu-o, tornando a já muita nostalgia que sentia ainda mais dolorosa.

- Sabes, já devia estar habituado a estas manias da minha filha, mas ainda não estou. – Tom desviou o olhar do céu que escurecia gradualmente e olhou para o homem cujas feições eram bastante semelhantes às de Sara. – Desde pequenina que gosta do perigo, que não desiste de nada e tem uma força de vontade que eu achava que mais ninguém poderia ter. É bastante parecida ao meu pai, ele também era assim… Acho que o facto dela o ter visto a morrer mudou muita coisa nela, fez com que ela se tornasse outra pessoa. – Jerome sorria levemente enquanto falava, Tom ouvia-o atentamente, mesmo sem paciência para ouvir histórias dela, mas não queria ser demasiado indelicado. – Não sei se alguma vez ela te contou, a ti ou ao teu irmão, porque fomos obrigados a ir para Portugal. Após a morte do meu pai, as relações que a família Petrichov tinha com a Shakaroff foram imediatamente cortadas, nunca ninguém soube explicar muito bem porquê. Se soubesses o que ela sofreu… Era tão pequenina e já tinha tanta responsabilidade nos ombros, ainda para mais, viu-se a partir do país onde nascera, viu-se a deixar para trás o seu melhor amigo, William Shakaroff. E depois, aquele maldito segredo que eles guardam… O meu pai e o avô do William morreram no mesmo dia, no mesmo sítio, e ela e o William assistiram a tudo, mas nunca contaram o que quer que fosse sobre aquele dia. Nunca disseram o que tinha acontecido. Nada. A família Shakaroff, depois de fazer uns maus contactos, decidiu que tudo o que o meu pai possuía deveria ser deles. E, a partir daí, já deves saber o que aconteceu… Nunca quis este futuro para a minha filha, não esta vida de que eu me afastei. Mas ela nunca me deu ouvidos, e quando lhe fizeram o convite para ser membro do círculo, ela nem hesitou.

Tom suspira e olha pelos vidros para a sala, onde Math, as avós e Chris transportam malas para junto da porta. Sente Jerome dirigir o olhar para o mesmo sitio que ele e olha-o.

- Falei demais, não foi? – pergunta-lhe o russo, sorrindo melancolicamente.
- Não, não se preocupe. Estávamos ambos a precisar…
- Mas, com isto tudo, eu queria chegar a um único ponto
– pousou uma das suas mãos no ombro de Tom e olhou-o ternamente – Parte para a Rússia, procura o teu irmão primeiro e só quando o tiveres em segurança é que procuras a minha filha. Não queiras tê-los ao mesmo tempo, vai com calma. E, apesar de tudo, eu sei que a minha filha é forte e que aguenta o tempo que for preciso, eu sei que ela quererá que o Bill seja encontrado primeiro que ela. Por favor, faz isso. E traz-me os dois com vida… - olhou mais uma vez para Mathew, que lhes sorria animado – ele merece ter os pais unidos, ele merece conhecer o pai…

Tom olhou por breves momentos para Mathew e deu por si a recordar momentos em que os seus risos eram como vitaminas, era como se, de cada vez que ele risse, todo o seu corpo rejuvenescesse. Olhou para Jerome convictamente e acenou com a cabeça.

- Não se preocupe, farei o que me pediu.
- Obrigada Tom, obrigada por tudo o que tens feito pela minha família.
- Se há alguém aqui que tem de agradecer, sou eu
– suspiraram e Tom pegou no telemóvel – Está na hora.

Viraram costas ao horizonte tingido de negro e entraram novamente na sala. Estava, sem dúvida, nada hora.



Mensagem Recebida
Já podes…

Shizuka pegou no seu telemóvel e ligou para Tom, colocou o aparelho junto a si no chão e esperou que ele atendesse. Com os headphones já no lugar, só bastava testar o equipamento.

- Estou?
- Como está a voz? – perguntou imediatamente Shizuka, camuflando a sua voz e fazendo com que soasse a voz de Sara.

Após vários minutos a tentar encontrar uma maneira para que Mathew não partisse sem falar com a “mãe”, Shizuka tinha-se lembrado que era capaz de conseguir – através da sua alta tecnologia – reproduzir a voz de Sara, desde que tivesse um documento áudio da voz em questão. E de facto tinham, Tom encarregou-se imediatamente de lhe ceder um vídeo de Sara e Shizuka tinha saído naquele preciso momento de modo a começar a preparar as coisas.

- Está tudo bem, queres falar com o Mathew?
- Sim, passa-lhe lá. – aguardou uns momentos e rapidamente ouviu a voz alegre da criança.
- Mãe! Não podes vir cá a casa despedir-te de mim?
- Oh filho, desculpa mas a mãe não vai poder ir… Estão muitos doentes no hospital e a mãe tem de ficar aqui a cuidar deles…
- Não faz mal, eu só queria dar-te um beijinho antes de ir com os avós…
- Eu prometo que quando voltares te dou muitos beijinhos, está bem?
- Sim!
- Olha, porta-te bem. A mãe vai tentar ligar todos os dias para falar contigo. Agora tenho de desligar, estão a chamar. Sabes que gosto muito de ti meu puto.
- E eu de ti mãe! Eu tiro muitas fotografias para te mostrar! Beijinhos, muitos muitos.
- Para ti também. Agora vai lá passar as férias e não chateies muito os avós. A mãe vai desligar…
- Está bem! Adeus mãe!
- Adeus Math…

Shizuka desligou a chamada e suspirou de alívio. Tinha tudo corrido como planeado. Agora, depois desta boa noite de sono, será uma nova jornada. Será um recomeço.

No dia seguinte, será a partida para a Rússia, sem data de regresso.
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Dom Jul 05, 2009 6:17 pm

Espero que as coisas corram bem na Rússia
E que tanto o Bill como a Sara regressem vivos!
Eu tou desejando que ele apareça!

Continua!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Dom Jul 05, 2009 9:16 pm

isso e mt mal para o math, os pais estao em oarte incerta, e se as coisas nao correrem bem vai crescer sem eles


=$


espero que corra tudo bem, tal como o telefonema
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qua Jul 08, 2009 8:26 pm

Em primeiro lugar desculpa não ter comentado, mas estive sem net durante uns tempos.
Em segundo lugar, estou mesmo a adorar a fic *-* é mesmo viciante
Continuaa <33
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sex Jul 10, 2009 8:12 pm

Eu não vou estar para aqui com grandes textos, ando um bocadinho de mau humor e com bloqueios para escrever na DW, por isso o capítulo 33 (que não é o último) está a custar a sair. É isto que acontece quando a nossas próprias personagens têm segredos para nós -.-
O próximo capítulo é dos meus preferidos, acho que vão gostar, mas não sei quando voltarei a postar, mas de certeza que já vou ter um ano a mais (:



- 27 -


- Shizuka, despacha-te!

A voz de Chris ecoa pela casa que partilha com a japonesa. Tom espera impaciente no hall de entrada, não falta muito tempo para a chegada do jacto privado da família de Ann que ficou encarregado de os levar para a Rússia.

- Já vai! – Shizuka aparece segundos depois com as suas muitas malas atrás. Tom revira os olhos e sai, sendo seguido pelas duas raparigas que discutem sussurrando.

Assim que chegam ao jacto são calorosamente recebidos por Igor e Serghei. Lá dentro já se encontram Cooper e Jay que os cumprimentam um a um. Quando está tudo preparado partem, deixando o solo alemão para trás, voando em direcção a um novo mundo.

- A Lú não vem? – pergunta Tom a Jay, enquanto que Igor, Ser, Chris e Shizuka discutem algumas pontas soltas do plano.
- Ela vem, mas não agora. Foi chamada à última da hora para fazer uma sessão fotográfica com um cantor qualquer que atingiu a fama há pouco tempo.

Tom acena com a cabeça e olha em seu redor, focando o seu olhar no horizonte repleto de nuvens. “Não vou desistir agora…”, pensou.



- Vocês já conhecem os cantos à casa, acho eu. – disse Igor assim que todos entraram na grande mansão Petrichov.

Devido ao fuso horário já era de noite em São Petersburgo, estavam todos bastante cansados da viagem. Cooper olhava maravilhado em seu redor, qual burro a olhar para um palácio. Durante todo o tempo que havia convivido com Sara nunca lhe tinha passado pela cabeça que ela tivesse uma mansão como esta. Afinal, parece que aquela rapariga tinha mais segredos do que aparentava ter…

- Os vossos pais? – perguntou Chris, sentando-se no grande sofá da sala. – Já não os vejo há imenso tempo!
- Eles foram para o Dubai hoje de manha, vão lá ficar por uns tempos.
– é Serghei quem lhe responde.
- Mais alguém foi embora?
- Não Shi, o resto está cá tudo. As gémeas devem estar aí a chegar e a Ann está lá em cima no quarto.


Tom sobressalta-se ao ouvir o nome de Ann. Já passou tanto tempo sem a ver, sem ter qualquer contacto físico com ela que por momentos fica confuso e receoso. Olha esperançoso para Chris, como questionando-a se deveria ir ao encontro de Ann e, quando recebe um pequeno aceno da de cabelo vermelho, olha para Igor que lhe faz sinal para avançar. Levanta-se a medo e encaminha-se para as escadas. Subitamente lembra-se dos momentos passados naquela casa com ela, assim como com Sara e o seu irmão. Mas, agora, apenas Ann lhe interessava, apenas queria poder tocar-lhe, poder olhá-la nos olhos, poder beijá-la e recuperar todo o tempo que estiveram separados. Tudo tinha começado ali, naquela grande mansão de São Petersburgo na época de natal, uma época de alegria, e agora via-se a regressar ali com uma tristeza enorme por não ter duas das pessoas mais importantes para si ali, naquele momento, a seu lado.
Percorre os corredores vazios e silenciosos com a ânsia a aumentar a cada passo que dá. Não sabe como será o reencontro, mas ficar pior do que já está psicologicamente deve ser impossível. Pára em frente à porta e, após alguns segundos de indecisão, decide-se a bater. A voz que atravessou o espaço sólido provocou-lhe um arrepio que quase o fez recuar, mas não o fez. Em vez disso vai em frente e abre a porta.

Todos os acontecimentos seguintes foram quase em câmara lenta. A rapariga na cama, com o portátil à sua frente a olhar para ele; o sorriso que lhe mostrou; as lágrimas de felicidade a soltarem-se dos olhos dele; ela a correr para os seus braços e os seus lábios juntarem-se novamente, como há muito não acontecia.

- Tinha tantas saudades tuas meu hippie…



- Só é pena termo-nos reencontrado por causa disto…

Continuam todos na sala, a recordar os bons velhos tempos e a contar as novidades uns aos outros. As gémeas tinham acabado de chegar com algumas novidades que iriam ser comunicadas no dia seguinte, quando todos estivessem com paciência suficiente para estar concentrados.
Já tinham falado sobre tudo e nada, mas nem por isso ficavam sem assunto de conversa. Devido à exaustão de todos não demoraram muito a ir descansar para os seus quartos, optando por não incomodar Ann e Tom. Será, quase de certeza, a última noite de descanso absoluto que irão ter…



A casa ilumina-se aos poucos, os primeiros raios de sol entram pelas janelas dos quartos e acordam quem lá se encontra. É o nascer de um novo dia, um dia que pode nunca mais acabar…

Tom sente Ann remexer-se na cama e sorri levemente. A rapariga abre os olhos e beija-o com ternura. Aconchega-se mais um pouco no peito dele e ficam assim um bocadinho, a desfrutar o pouco tempo que ainda podem desfrutar. Reencontraram-se há tão pouco tempo e já têm de se separar novamente. Mas é por uma boa razão, e ambos sabem disso.

Ao fim do almoço reúnem-se todos na grande sala de jantar onde combinam o que cada um tem a fazer. As gémeas transmitem os novos desenvolvimentos, assim como Ann, que dá a conhecer a todos os perfis de cada um dos seus “inimigos”.

- Ainda hoje vamos para a Sibéria, já está tudo tratado na casa dos pais da Shizuka, – Igor dirige-se à japonesa – e não te preocupes que já lá tens todo o teu material. – volta a falar para todos – Tom, tu e o Cooper vão ficar sempre, mas é mesmo sempre, em casa. O Ser fica convosco, assim como a Shi, precisamos da nossa especialista em terra firme e controlada. Eu, a Marie e a Sasha vamos buscar o Bill, enquanto a Chris, a Ann e o Jay vão encontrar a Sara. Ah, Jay, a Lú ligou enquanto estavas a dormir, ela deve estar aí chegar, depois é só ir embora. Está tudo percebido?

Todos dizem que sim. Ficam a discutir mais uns pormenores para que fique tudo esclarecido até partirem para a Sibéria. Assim que Lú chega, o jacto privado da família de Ann levanta voo rumo à parte Russa a que nenhum deles se atrevera a voltar após tudo o que aconteceu.

Nem Chris, após a morte da sua mãe, ou Shizuka, que apenas lá tinha ido nas férias quando ainda lá viviam todos em harmonia. Era uma espécie de campo minado que nenhum se atrevia a desafiar há demasiado tempo, e agora iam-se todos meter na “toca do lobo”. Iam voltar todos os fantasmas que assombravam aquele lugar. Mas que podiam eles fazer? Nada, a não ser lutar por conseguir concretizar todo o plano que vinham a delinear desde há quarto anos, ser fortes e vencer todos os obstáculos que aquele local, certamente, lhes iria trazer.

E, quer fosse a primeira vez de uns, quer fosse a enésima vez para outros, estavam todos ansiosos por resolver tudo, de uma vez por todas, e voltar a reunir aqueles que amam e que lhes foram tirados por mero capricho que um grupo de pessoas gananciosas e sem escrúpulos.

E era o nascer de um novo dia, com a terra coberta de branco lá ao longe, a terra que em tempos fora a terra dos sonhos, e a terra que agora era a terra dos pesadelos.
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sex Jul 10, 2009 9:51 pm

Ao menos o Tom reviu a Ann
Eu acho que ele vai sofrer um pedaço por estar sempre em casa e nao poder fazer nada... Mas tem de ser assim

Esperemos que no fim do dia o Bill e a Sara apareçam

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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sab Jul 11, 2009 3:41 am

tinha ate esquecido do Tom e da Ann :/
mas tb com tudo a acontecer e normal


espero que a terra um dia volte a ser de sonhos como num natal, ja a mt vivido
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sara_
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Seg Jul 13, 2009 4:22 pm

Olá! Espero que esteja tudo bem, desta vez demorei menos tempo, deve ser por estar a escrever o último capítulo (que já agora está a custar imenso a sair). Este capítulo é dos meus preferidos, acho que vão gostar, e já começam a ser reveladas algumas coisas, acho que vocês não estavam à espera destas revelações. Pronto, vou-me "calar", fiquem com o capítulo. Até ao próximo post (:



- 28 -


O corpo dói-me, sinto a garganta seca, está tudo escuro à minha volta. Os sons são nulos, reina o silêncio neste espaço. Suponho estar sozinha, a única vez que vejo o espaço iluminar-se por momentos é quando me vêm trazer algo para comer, mas nesses momentos sou obrigada a desviar o olhar da luz. A claridade ofusca-me de tão habituada que já estou à escuridão…

Não tenho noção do tempo, não sei se estou aqui há horas, dias ou semanas. Sinto-me cansada e custa-me respirar, parece que me passou um camião por cima. Mas, afinal, onde estou eu?! Não me lembro do porquê de vir para aqui, só me lembro de ir à Krishev e de encontrar o David Jost, depois todas as memórias são pouco nítidas… Lembro-me vagamente de sangrar de um braço e só me lembro de acordar novamente já neste local.

Ouço vozes lá fora, um russo fluente mas pouco nítido. Parecem estar a discutir mas, por muito alto que falem, não consigo perceber o porquê de tal discussão. São dois homens, se não estou em erro. De súbito ouço o som que me indica que a porta vai abrir e, quando a claridade começa a invadir o espaço, desvio os olhos, esperando que esta volte a cessar. Mas a luz não desaparece e, em vez disso, ouço a porta fechar.
Não consigo abrir os olhos, a luz que invade o espaço continua a ser demasiado forte, mas sei que, agora, não estou sozinha. Aos poucos, tento obrigar os meus olhos a habituarem-se, quero, pela primeira vez desde que cheguei aqui, ver onde estou, ver quem está comigo, quem insiste em manter este silêncio agonizante.

- Conta-me, Sara… Qual é a sensação de estar só?

A voz é-me totalmente desconhecida, uma voz grave e num russo demasiado carregado para ser de alguém que não tenha vivido na Rússia durante muito tempo, ou até toda a vida. Os olhos começam a habituar-se à luz e entreabro-os, à minha frente, encostado à parede suja, encontra-se uma daquelas pessoas pelas quais tenho um ódio de morte e com as quais nunca tive uma relação para além de ódio. Tento falar, mas tenho a garganta tão seca que até parece que vai começar a sangrar a qualquer momento. Olho à minha volta a muito custo e estendo a mão para alcançar a garrafa de água que está a escassos centímetros de mim. Ingiro o conteúdo todo de uma só vez, mas ainda assim sinto que não foi suficiente para saciar a minha sede. Aos poucos, consigo ver a figura que me perscruta mais nitidamente. Olha-me com puro ódio, mas também com uma expressão de gozo extrema. É como se estivesse a tirar algum prazer em me ver assim.

Pela primeira vez desde que aqui estou consigo ver-me, o que me deixa deveras assustada. Estou com a mesma roupa que tinha quando saí de casa, mas esta está completamente cortada e com sangue, os meus braços estão negros e cheios de arranhões que, pelo aspecto, são bastante recentes.

- Coitadinha… - ele fala novamente, com o seu tom de gozo. Desencosta-se da parede e aproxima-se de mim, ajoelhando-se à minha frente de modo a ficarmos à mesma altura. – Deve ser sem dúvida agonizante estar aqui, sem saber onde estás, completamente sozinha! – eleva a sua mão e acaricia-me a face que, suponho, também deve ter alguns arranhões. Sinto repulsa ao seu toque, sinto repulsa do olhar faminto que ele me dirige e tento afastar-me mas ele impede-me. – Uma rapariga tão bonita como tu não devia estar aqui fechada, muito menos neste estado…
- Pára Johann!
– tento gritar, mas a minha voz não sai tão forte quanto isso. – Metes-me nojo… - completo num sussurro. Ele faz-me olhá-lo nos olhos, sinto a sua respiração acelerar e suponho que a adrenalina lhe começa a percorrer as veias. O seu olhar fulminante faz-me respirar fundo, esperando que ele me inflija mais uns quantos arranhões. Mas ele não o faz, ele limita-se a ficar parado, a olhar para mim.
- Eu nunca vou te vou deixar ser feliz… - o tom da sua voz muda drasticamente, é agora mais contido, como se estivesse a sofrer – Fiz com que pensasses que o teu namoradinho português estivesse morto e, nem eu sei bem como, fiz com que o matasses. Fiz com que te odiasses profundamente com o desaparecimento do teu queridinho, o cantor alemão, e quase fiz com que o irmão dele ficasse com uma overdose. Mas pronto, eu sabia que aquele Jost não era assim tão competente como aparentava ser quando nos facilitou a vida para te roubar-mos o Bill… E sabes quem tem a culpa de todas as tristezas que têm vindo a acontecer na tua família? Sim, tu.

Fico confusa por momentos, é demasiada informação para processar em tão pouco tempo. Então, tudo o que tem vindo a acontecer foi obra do Johann? A suposta morte do Fred, o desaparecimento do Bill, o estado do Tom naquela noite… Mas, apesar de tudo, não consigo perceber o porquê. Vingança? Dinheiro? Não sei, mas é perturbante… Engulo em seco e olho para ele, agora de livre vontade.

- Porquê? Porque fizeste isto tudo?
- Não é óbvio?!
– solta uma gargalhada carregada de loucura que me fez recuar.
- Dinheiro? – pergunto a medo. A gargalhada cessa e ele olha-me novamente com aquele olhar faminto.
- Achas mesmo que eu preciso do dinheiro?! Pensava que eras um bocadinho mais inteligente. Isto nunca se tratou de dinheiro, isso era só uma fachada para esconder o verdadeiro motivo…
- Então diz-me de uma vez por todas o que queres!
– grito, a raiva e a fúria a apoderarem-se de mim.
- Quero-te a ti, só isso. Durante todos estes anos, sempre te quis… Mas tu nunca me deste qualquer importância, tive de passar imenso tempo a ver-te sorrir para o meu irmão, a ver-te abraçá-lo e, comigo, nada. Nem um sorriso me dirigias. Em vês disso, ignoravas-me… E eu sempre me questionei o que ele tinha a mais que eu, e nunca descobri! Nunca suportei ver-te com outros rapazes, nunca. Tens noção do que eu sofri quando fui para Portugal e te vi com o português? Vocês estavam tão felizes… mas eu não, eu fiquei completamente despedaçado. E depois havia o teu segurança, mas esse sempre foi mais difícil de apanhar. E, passados uns anos, vais para a Alemanha e a tua felicidade cresce de uma forma quase irreal! E eu, mais uma vez, sofri. Sofri porque aquela felicidade não era graças a mim, era graças a outro rapaz. E, mais uma vez, eu questionava-me o que ele tinha a mais que eu. Dinheiro? Fama? Mas isso também eu tenho! Então tomei uma decisão… Se não serias minha, não serias de mais ninguém. Custa-te assim tanto perceber que eu te amo? Que eu sempre te amei?!

Fico em silêncio. As lágrimas deslizam-me pela face, ardendo-me nos pequenos ferimentos. Mas não choro por ele, não choro pelo seu sofrimento. Choro por mim, por nunca me ter apercebido disto tudo, por permitir que tanta gente saísse magoada disto tudo. Isto não é amor, aquilo que ele sente por mim não pode ser amor. É obsessão, uma obsessão doentia que já matou demasiada gente. E eu sempre o odiei. Odiei-o quando magoava o William, odiei-o quando me observava, e agora continuo a odiá-lo por tudo o que fez.

- Eu odeio-te Johann! ODEIO-TE! – grito, com os olhos bem fixos no seu rosto. Ele levanta-se bruscamente e uma dor agonizante percorre-me a face. Sinto o sangue brotar do sítio onde ele me bateu e olho para ele, com ainda mais ódio. – Eu nunca, NUNCA, vou ficar contigo! Consegues perceber isso?! Prefiro morrer do que ficar contigo o resto da minha vida!

E, de certa forma, prefiro. Afinal, ficar com ele seria o mesmo que estar morta, e a morte não deve ser assim tão má - tenho vindo a morrer ao longo de quatro anos… Ele aproxima-se novamente da parede e tira uma arma das costas.

É agora, é o fim de tudo. Aponta a arma ao meu corpo e eu penso em tudo o que me faz feliz. Sei que o Tom vai cuidar do Mathew, sei que a Ann vai ser uma óptima mãe para ele. A Lú e o Jay vão ser felizes para sempre, não digo que se casem, mas vão ter filhos lindos. As gémeas vão poder ficar com os G’s, a Shizuka vai voltar para a Rússia e, quem sabe, resolver de uma vez por todas admitir que gosta do Igor. A Chris vai ser uma empresária óptima e vai conquistar o mundo com aquelas ideias dela. E eu, eu vou rever o Bill… Finalmente, após todas estas afirmações, convenço-me a mim própria que o Bill desapareceu para sempre, e eu agora vou-me juntar a ele.

A arma está pronta a disparar, é o meu adeus definitivo ao mundo, o meu adeus definitivo a todos os que amo. Mas vou em paz, porque sei que vão todos ficar bem sem mim, sei que o Mathew vai ficar bem.

E é então que ouço um barulho estridente e um grito que não me pertence, mas é estranhamente familiar.

- NÃO!


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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Seg Jul 13, 2009 11:45 pm

ai sara es ma !!!!!!!!!


o que acontce ???????????

quem gritaaaaaa vala vala vala vala!!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qua Jul 15, 2009 1:52 am

Bem, aquilo nao é mesmo amor!
É obesessao!

Hmm!
Quem era?

Continua!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qua Jul 15, 2009 7:08 pm

Estou a cumprir prazos, estranho. Antes do capítulo, tenho umas coisinhas para dizer: 1º, está quase a acabar! Sim, acaba mesmo no 34, que ainda não está completamente escrito, mas espero acabar em breve. 2º, não se vão ver livres de mim tão fácilmente! Pois é, já ando a escrever uma nova fic (e eu não devia sequer ter começado -.-), devo começar a postar lá para Agosto porque ainda só tenho o prólogo, o capítulo 1 e metade do 2, estou à espera de acabar o último da DW para me dedicar inteiramente a esta nova fic, diferente daquilo que estão habituadas a ler por estes lados. E pronto, acho que não há mais nada a dizer. Quanto ao capitulo, é aquele que vocês tanto esperavam, e mais não digo. Espero que gostem! Ah, e este esteve quase a ficar gigante, mas não ficou assim tãooo grande.



- 29 -


- Johann, estás louco?!

Abro os olhos que se haviam fechado, esperando a minha morte que acabou por não chegar. William caminha até mim e abraça-me, sinto-me finalmente protegida nos seus braços. As lágrimas continuam a percorrer a minha face com uma intensidade gigante.

- Vai-te embora Johann! Vai-te embora daqui!
- Ela, merece, morrer.
– a voz de Johann é carregada de raiva. William afasta-se de mim e aproxima-se do irmão, dando-lhe um murro na face.
- Tu não lhes vais tocar, percebeste?!
- Vais-mas pagar William…
- sai ao dizer isto, em tom de ameaça. William fica a vê-lo sair e, quando tem a certeza que ele não volta, aproxima-se novamente de mim e envolve-me nos seus braços.
- Desculpa miúda, desculpa. Eu prometi proteger-te para sempre e não consegui. Desculpa…

Ele solta-me as mãos que estavam atadas à frente do meu corpo, desata-me os pés logo a seguir e abraço-o. Cada vez que me movo sinto uma dor agonizante percorrer-me o corpo mas não quero saber. Limito-me a abraça-lo, a sentir o seu calor, a sentir o seu toque, o seu cheiro. Passaram tantos anos sem puder fazê-lo que agora só penso em não o deixar fugir.

- Anda, eu tiro-te daqui.

Afasta-se de mim e tenta levantar-me mas eu mal me consigo mexer. Outros pensamentos começam-me a passar pela mente. Por muito que já me tenha mentalizado que não o vou voltar a ver, preciso de ter a certeza, preciso que ele mo diga.

- Will… – a garganta está seca novamente, a voz sai-me num sussurro. Ele aproxima-se de mim novamente e olha-me com ternura e preocupação. Mantenho-me em silêncio por alguns momentos, tento proferir aquelas palavras que sei que me vão magoar como punhais. – O… - interrompo-me novamente e engulo em seco. Quando me preparo para retomar a frase ouço a voz de William.
- O Bill está bem, mas não está aqui. Está numa casa a alguns quilómetros daqui, com a Suri.

Limpo as lágrimas e sorrio, o primeiro sorriso completo desde que ele desapareceu. Ele está vivo e está bastante perto de mim. Um emaranhado de emoções invade-me, sinto-me viva novamente, uma sensação maravilhosa, como se tivesse acabado de renascer. A esperança renova-se e ganho forças para me erguer, apoiando-me ainda assim em William. Só agora me apercebo que estou num pequeno compartimento dentro de um grande armazém repleto de carros de luxo. William guia-me até um deles, um luxuoso BMW preto com vidros escuros. Ajuda-me a entrar e, quando se certifica que já estou devidamente sentada, fecha a porta e dá a volta ao carro, acabando por se sentar no lugar do condutor. Acelera e saímos do armazém a grande velocidade, o meu coração parece que vai saltar-me do peito a qualquer momento.

- Vamos buscar o Bill? – pergunto, esperançosa e ofegante.
- Não, não podemos lá ir agora. Vou levar-te para minha casa, lá estamos em segurança.
- E se o teu irmão lá estiver?!
- Não está, a esta hora já foi ver se o Bill continua no mesmo sítio.
- Vai matá-lo?!
– a minha voz soa um bocadinho mais esganiçada do que o pretendido, saber que o Bill está vivo ao fim de tanto tempo e a ideia dele morrer logo agora assusta-me de uma forma aterradora.
- Não, tem calma. A Suri não deixa que ele o mate, ela está connosco. Quer dizer, no inicio não estava, mas quando descobriu o verdadeiro motivo do Johann e começou a ver que aquilo se estava a tornar demasiado doentio prometeu que me ajudaria. – fico sem saber o que dizer. A minha relação com a Suri nunca fora assim tão importante, apenas nos dávamos bem e fazíamos festas juntas com a Ann. Olho para a estrada e para as coisas que desaparecem rapidamente do meu campo de visão.
- Isso é… muito fixe da parte dela…

Ao olhar mais atenciosamente para o espaço que me rodeia apercebo-me de onde estou – na Sibéria. A neve acumula-se à beira da estrada, os pinheiros estão pintados de branco e com agulhas de gelo que, se a minha memória não me falha, são bastante quebradiças. As poucas pessoas que se vêem na rua estão com compridos casacos de pele e com aqueles gorros tipicamente russos que eu sempre gostei. Aos poucos, começo a ver um grande aglomerado de prédios, certamente apartamentos luxuosos uma vez que, se bem me lembro, esta era a zona predilecta para os grandes nomes do mercado negro e, consequentemente, da máfia.

- Estamos quase a chegar…

Desvio o olhar da paisagem e olho para ele. Não consigo evitar sorrir. Ele tornou-se um rapaz deveras bonito, temos tanta coisa para contar um ao outro! Assim que reencontrar o Bill espero que consiga continuar a vê-lo, espero que ele não se afaste novamente como aconteceu há alguns anos atrás. Espero, sinceramente, que consigamos cumprir a promessa que fizemos naquele dia, ser os melhores amigos para sempre.

Sinto o carro abrandar e apercebo-me que estamos a entrar numa garagem subterrânea. Ele estaciona o carro ao lado de outros também bastante luxuosos e, depois de sair, ajuda-me a sair também do automóvel. Sinto-me cada vez mais fraca e cansada, o corpo dói-me cada vez mais e uma nova dor acentuasse no sítio onde o Johann me bateu. O William quase que me arrasta até o elevador e vejo-o pressionar o botão para o último piso. Fecho os olhos por momentos, sentindo o calor que irradia do corpo dele, cedendo ao peso das pálpebras. É impressionante a forma como ele me acalma, como ele tem o mesmo efeito em mim mesmo depois de tanto tempo separados. Um suave bling faz-me abrir os olhos, alertando-me assim que o elevador parou. Sinto-o guiar-me novamente até à única porta do piso, tira as chaves do bolso do casaco quente e abre a porta.

Tal como eu já previa, à minha frente está um enorme apartamento, maior do que algumas casas normais. A sala é em tons de bege e vermelho escuro, um espaço amplo e acolhedor. Na parede mesmo em frente à porta está um poster gigante dele.

- Giro… - tento que a minha voz soe em tom de gozo mas a minha fraqueza não o permite.
- Eu sei, tenho bom gosto para as decorações. – vejo-o sorrir e sorrio também, mas rapidamente me arrependo graças às dores que sinto. – Anda, vai tomar um banho.

Sigo-o a muito custo pela casa luxuosa, percorro as paredes com o olhar atentamente, estão cobertas de posters de filmes ou bandas, de vez em quando aparecem algumas fotos dele sozinho ou com amigos, suponho eu. Abre uma porta e faz-me sinal para entrar. A casa de banho é em tons de preto e branco, tem um chuveiro a um canto mas também tem uma banheira que se assemelha a um jacuzzi do lado oposto ao chuveiro.

- Está à vontade. Tens aí algumas roupas da Suri, devem-te servir. - olho para as roupas de cima de um armário e sorrio, agradecida. – Se precisares de alguma coisa chama, eu não vou sair daqui.
- Obrigada,
– olho para ele, ele sorri-me ternamente – por tudo. – ele acena e fecha a porta, deixando-me assim sozinha.

Aproximo-me a medo do grande espelho que se encontra na casa de banho. O meu próprio reflexo mete-me medo, é quase fantasmagórico. Estou bastante pálida e um bocado mais magra, tenho círculos negros por baixo dos olhos e vários arranhões na face. O meu peito está igualmente negro e com alguns arranhões, aliás, parece que este cenário se repete por todo o meu corpo. Tiro a roupa com bastante dificuldade e cuidado, sinto o corpo ensanguentado e de cada vez que uma peça de roupa se solta da minha pele sinto uma nova dor acentuar-se. Dirijo-me para o chuveiro e espero que a água aqueça. As gotas de água quente são quase relaxantes e, ao mesmo tempo, revitalizantes à medida que me atingem.

Não me importo com tempo enquanto estou debaixo de água, não me preocupo com tudo o que me passa pela cabeça. A minha única preocupação agora é recuperar o mais rápido possível e, depois, poder abraçá-lo novamente, quatro anos depois…



Tom caminha de um lado para o outro na grande sala da casa na Sibéria. Um toque de telemóvel sobressalta-o e corre imediatamente para o pequeno aparelho. A voz de Igor chega-lhe aos ouvidos com grande alívio e alguma alegria, mas está também um pouco ofegante.

- Já o temos Tom, já o temos… - e, então, sentiu as lágrimas de alegria percorrerem-lhe a face.
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qua Jul 15, 2009 7:35 pm

AHHHHHHHHHHH
Encontrar o Bill! Oyee Oyee
Já nao era sem tempo!

Continua!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qui Jul 16, 2009 10:21 pm

oh meu deus depois de tanto tempo !!!


finalmente o Bill, a Sara vai ficar radiante^^
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   

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Dangerous World 2 ~ 34 ~ último
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