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 Dangerous World 2 ~ 34 ~ último

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nathyk***
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qui Maio 28, 2009 10:28 pm

o que esconde este Will qual sera o segredo deles?
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sara_
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Seg Jun 01, 2009 10:43 pm

Eu sei que o fim de semana já passou e tales mas andei um bocado ocupada com uma apresentação para Filosofia e não tive muita paciencia para andar pela net e pelo pc. Mas aqui está o capitulo, que não está nada de especial. O próximo está melhor.




- 13 -

Eu – preciso – de – ajuda.

O Coop já foi embora há algum tempo, deixando-me novamente sozinha no meio da casa consumida pelo silêncio. Estou proibida por ele de ir trabalhar, ele prometeu arranjar uma desculpa para a minha ausência.

Olho em meu redor e suspiro. Estou sentada no sofá, com as pernas cruzadas à chinês, rodeada por paredes imaculadamente brancas. Estico o braço são e pego no telemóvel que jaz de cima da mesa no centro da sala. Pressiono a tecla verde ao abrir a lista de contactos e espero ansiosamente ouvir a voz do outro lado.

- Hey Petri – a voz da Ann chega aos meus ouvidos num tom monocórdico e não muito animado. – Estás bem?
- Yep, já sabes o que aconteceu?
- O Tom mandou mensagem a dizer… Aqueles russos são tão ca – fecho os olhos e interrompo-a.
- Pára por aí Ann, não é preciso partires para os insultos. – o meu mau humor começa-se a fazer sentir, mas ela não tem culpa de nada.
- O que te deu para ires procurar o William?! – pergunta-me, irritada. - Querias morrer Sara?!
- Não. – é a única palavra que sai da minha boca. Ela nunca iria perceber, por muito que tentasse. Afinal, para ela, ele é um dos meus maiores inimigos… mas é também um dos meus melhores amigos. Ou pelo menos foi.
- O que te anda a passar pela cabeça miúda… Diz-me, porque eu já não sei o que fazer…

Suspiro e penso por uns minutos. Não posso encobrir mais isto à Ann, mas também não lhe posso contar a verdade. Como é que se explica a uma pessoa o tipo de relação que eu tenho com o Will?
Opto por contar a verdade… ou parte dela.

- O William não tem, nem nunca teve, nada a ver com isto. Ele precisa de mim, de outra forma, ele não se ia arriscar a tanto só para ter uma simples conversa comigo ou para matar saudades.

O silêncio perturbador invade-me. Consigo apenas ouvir a respiração da Ann juntamente com a minha. Ouço o buzinar dos carros que passam na rua, pessoas ansiosas por chegar a casa que têm de enfrentar um trânsito infernal nas típicas horas de ponta.

- És tu quem guarda o segredo… - o tom de voz dela penetra-me os ouvidos desconfortavelmente de tão frio que é. Na verdade, é mais a constatação de um facto, a constatação daquilo que eu sempre desejei ninguém constatar. – És tu a pessoa que guarda um segredo com o William… - faz uma nova pausa. O meu olhar perde-se na parede branca. Sinto as lágrimas aflorarem aos olhos, sinto-me fraquejar.
- Desculpa nunca te ter contado nada... – sussurro, tentando conter as lágrimas.
- Tu… - ouço-a suspirar – É ele aquele melhor amigo que tu sempre falaste, não é? O teu melhor amigo, aquele de quem te tiveste de separar para sempre para não comprometer as vidas das famílias de ambos… É o William…
- Sim – respondo, com as lágrimas a deslizarem pela minha face. Mordo o lábio e olho o horizonte.
- Eu… Eu não sei o que dizer Sara…
- Não digas nada… Só preciso de saber se está na hora de fazer o que combinámos.
- Achas que sim? – pergunta-me, confusa.
- A visita do Will não foi por acaso, eu sei disso. Está-se a passar algo, e eu não sei o quê… Precisamos de ajuda.
- Tenho de desligar, acabei de receber uma mensagem de um amigo meu que trabalha no aeroporto. Eles chegaram, Sara. O William vem com eles.
- Oh, e ele está bem?
- Não sei, quando souber mais coisas digo-te.
- Obrigada. Vou tratar da ajuda.

Afasto o aparelho do ouvido e desligo, mesmo a tempo de ouvir a porta de casa abrir. Math corre para mim e salta para o meu colo, o que me faz soltar um gemido de dor. Vejo Tom sorrir, ao mesmo tempo que me olha preocupado.

- Que se passa mãe?
- Aleijei-me num ombro Mathew…
- Oh!
– ele afasta-se bruscamente e olha-me, preocupado. – Magoei-te? – pergunta-me com a sua cara angelical.
- Não faz mal puto, já passou. – sorrio para ele e vejo-o sorrir também – Vá, anda cá para juntinho da mãe outra vez e dá-me um beijão daqueles que eu gosto.

Ele aproxima-se novamente e aperta-me o pescoço, dando-me um beijo longo e sonoro na bochecha. Senta-se ao meu colo e começa a relatar os vários acontecimentos do dia. Sorrio com o seu entusiasmo. Ficamos assim por um tempo indeterminado, apenas me apercebo das horas quando Tom nos chama para jantar. Olho para o exterior e observo o céu escuro, onde os pontinhos brilhantes mal se fazem notar por trás daquela imensidão de nuvens.

Quando me levanto para ir para a cozinha, ouço o meu telemóvel tocar, alertando-me que acabo de receber uma mensagem. Apresso-me a alcançar o objecto e leio a mensagem da Ann atentamente.

Ele está bem, um bocado negro, mas bem. Não há razão para preocupações. Cuida de ti, minha pirralha.

Suspiro. Um suspiro de alívio. William está bem. Agora, resta-me contactar a ajuda que preciso. Afinal, não consigo fazer isto assim, são precisas mais pessoas…

E eu preciso mesmo de ajuda.
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Lisete
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Ter Jun 02, 2009 10:21 pm

Ainda bem que o William está bem
Agora, quero saber que plano é esse que andam a planear!

Continua!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qua Jun 03, 2009 8:50 pm

eu estou curiosaaa!!!!!!!!!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qua Jun 03, 2009 10:20 pm

Obrigada a quem tem comentado, é muito bom saber que alguém lê isto. (:
Aqui vai o capitulo, é basicamente uma memória da Sara para ficarem a perceber a relacção que ela tinha com o William, e também ficam a saber alguma coisa sobre o segredo deles.



- 14 -


[Sara’s Memories]

Agosto de 2005, perto da Sibéria, Rússia

- Avô! - grito, saindo do meu esconderijo com as lágrimas a caírem intensamente pela minha face abaixo. Sinto o meu melhor amigo sair do esconderijo atrás de mim, gritando as mesmas palavras que eu.

Aproximo-me apressadamente do corpo caído no chão. O meu avô olha-me preocupado, mesmo estando a sangrar intensamente. Os seus olhos azuis quase translúcidos fitam-me e vejo um sorriso desenhar-se na sua boca. Levanta a mão lentamente e eu agarro-a firmemente, lutando comigo própria para cessar as lágrimas.

- Sara… - a sua voz é fraca, sinto o meu avô sucumbir mesmo em frente a mim, sinto-me impotente por não poder fazer nada.
- Avô, não morras, por favor, não me deixes… - peço infantilmente, olhando bem fundo nos olhos dele que se começam a encher de lágrimas.
- Vivemos num mundo perigoso, onde as pessoas perigosas predominam… - disse, ficando sem forças à medida que fala. A sua voz já rouca por natureza torna-se cada vez mais inaudível – Vais-te deixar apanhar?
- Tu vais ficar bem, eu sei que vais…
- Promete-me Sara… Promete que vais lutar até ao fim por tudo, promete que vais ser forte…
- Eu prometo avô, prometo! Mas por favor não me deixes!
- Vais ser uma grande mulher, minha Sara…
- a sua voz começa a falhar aos poucos, sinto a sua força desvanecer-se e o medo a apoderar-se de mim. – Vais ser uma grande mulher.

Deixo de sentir a sua mão apertar a minha. Deixo de sentir a sua respiração. Deixo de sentir o seu coração bater. Tudo parou. As lágrimas soltam-se dos meus olhos, afasto o meu olhar do corpo sem vida do meu avô e olho um outro ser que se encontra a poucos metros de mim, ajoelhado também ao lado de um outro corpo. Vejo-o chorar e sinto o meu coração despedaçar-se em mil pedaços.

Aqui estamos os dois, sozinhos, ajoelhados ao lado dos corpos dos nossos avós. Assistimos a tudo desde o inicio, refugiados atrás de um arbusto. Reprimimos os gritos de choque um ao outro. Corremos juntos para o sítio onde nos encontramos, para perto das pessoas que mais venerávamos na vida.

Vejo-o levantar-se e ergo-me também. Corremos um para o outro e ele abraça-me ternamente. Refugio-me no seu peito e choro. Choro até não conseguir mais. Choro silenciosamente e sinto-o chorar também. Nos braços do meu protector, descarrego toda a tristeza acumulada em mim.

Afasto-me dele e limpo as lágrimas que teimam em cair dos meus olhos. Prometi ao meu avô que iria ser forte, e é uma promessa que não ouso não cumprir. Sorrio para ele e ele retribui o sorriso.

- Temos de ser fortes, sabes disso não sabes? – pergunta-me, no seu tom de protecção ao qual já estou habituada.
- Sim… Isto vai mudar muitas coisas, não vai?
- Acho que sim…
- a sua resposta é, à primeira vista, bastante inocente. No entanto, é mais uma certeza.
- E agora? – pergunto-lhe, confusa.
- Não podemos contar a ninguém.
- A ninguém mesmo?
- A ninguém mesmo… Fica a ser o nosso segredo.
- Só nosso, para sempre…
- Prometes?
– ele soa determinado a esconder isto de tudo e de todos, assim como eu também estou.
- Prometo…

Olhamos ambos para os corpos que jazem no chão, imóveis, e sinto-o abraçar-me novamente. É uma responsabilidade demasiado grande para umas simples crianças como nós, mas nós vamos tornar-nos adultos, um dia, e vamos ser fortes… vamos continuar a ser os melhores amigos… vamos guardar este segredo para sempre, tal como prometemos.

E, tal como o meu avô disse, eu vou tornar-me numa grande mulher. Vou honra-lo, vou vinga-lo. Olho para o lado e sinto-me ser invadida por uma onda de força extraordinária. Sei que, aconteça o que acontecer, vou sempre poder contar com o meu melhor amigo para me ajudar.

- Sabes, vais sempre ser o meu melhor amigo William…
- E tu a minha melhor amiga, Sara…
- Prometes?
- Prometo.


Abraça-me novamente e ficamos assim durante horas ou apenas minutos. Apenas nos separamos quando chegam os nossos pais.
Vejo-o partir e sorrio ao recordar a sua promessa. Vamos ser sempre os melhores amigos… Para sempre.


[End of Sara’s Memories]

Só não sabia que para sempre significava tão pouco tempo…
Agora, já sei, porque naquele dia, ele partiu… e nunca mais voltou.

Até há uma semana atrás.
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qui Jun 04, 2009 8:58 pm

ver os avos a morrer!!

pobre sara e will
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sab Jun 06, 2009 7:01 pm

Vai ser rápido porque me está a dar assim uma onda de inspiração, não a posso desperdiçar. Espero que não achem este capitulo cansativo por ser essencialmente narração, mas é importante pois vai introduzir uma nova personagem. O próximo é o 100 da DW completa, sem distinções entre 1 e 2.
Obrigada&até quarta.



- 15 –


Olho para o relógio e decido-me a sair do conforto dos lençóis. Já passa um bom bocado da hora de almoço, mas o apetite para almoçar também não é muito. Estico os braços no ar enquanto caminho para fora do quarto e arrependo-me imediatamente de tal acto devido à dor intensa que sinto no ombro ainda magoado. Afinal, uma semana é pouco tempo…

Aproximo-me da varanda da sala e fixo o olhar no céu que está de tons azulados, apenas coberto por pequenas manchas esbranquiçadas. A casa está vazia, apenas fiquei eu neste espaço que se tornou demasiado grande.

O Tom saiu logo depois de almoço para ir dar aulas, certamente vai chegar tarde a casa pois combinou jantar com os G’s. O Mathew está no colégio e o Gordon ficou de o ir buscar, irá jantar em casa dos avós esta noite para ver se eu descanso mais um bocado. Na verdade, estou farta de estar em casa sem fazer nada. Sinto-me tão inútil… O Cooper acha que ainda é cedo para voltar ao trabalho… e quem sou eu para o contrariar.

Basicamente, passo metade dos dias a dormir, e a outra metade passo-a sozinha, ora a olhar para a televisão, ora a olhar para o computador. Nem com a Lú e o Jay posso estar – foram à três dias atrás para Nova Iorque em trabalho. Há pessoas com sorte, não há?
Quanto aos assuntos da Rússia, já não recebo notícias da Ann desde a última semana, quando ela descobriu a minha relação com o Will.

Dirijo-me para a casa de banho e ponho a água a correr. Fiquei de ir ao aeroporto buscar uma amiga que vem viver para a Alemanha. Bom, na verdade, é mais uma das preciosas ajudas que eu tinha reservadas para se algum dia precisasse… e esse dia chegou. Coloco todo o meu corpo por baixo do chuveiro e desfruto a sensação que a água quente a bater na minha pele me proporciona. Não pretendo demorar muito pois o caminho para o aeroporto ainda é longo e há sempre imensa confusão quando o dia está mais ameno que o normal.

Limpo cuidadosamente o ferimento e, quando já me encontro em roupa interior, começo a pôr ligadura em toda a volta do ombro. Visto umas calças de ganga velhas e rotas e uma t-shirt preta, calço as minhas fiéis All Star pretas e, por fim, um casaco também preto desportivo. Seco o cabelo apenas com a toalha e vou até à cozinha onde pego numa maçã e dou uma trinca. Pego nos óculos de sol e nas chaves do carro e ponho o gorro na cabeça. Deixo as paredes brancas e a casa vazia para trás e preparo-me para enfrentar a multidão.

Acabo de comer a maçã e deito o caroço para um dos vários caixotes do lixo que por ali se encontram, apressando-me depois a alcançar o Mini Cooper. Após estar lá dentro e já com o cinto devidamente colocado não hesito em acelerar, aventurando-me pelas avenidas já repletas de veículos.

Tal como eu já previa demoro mais do que o normal a chegar ao aeroporto. Deito uma olhadela para o relógio que me indica que o voo deve estar prestes a chegar. Saio do carro e caminho vagarosamente para a entrada do aeroporto. A confusão é notória e acabo por me sentar num banco à espera que o painel de voos me indique que o avião vindo de Itália acabou de aterrar. A informação não demora muito a chegar.

Levanto-me do banco e ajeito o gorro, assim como os óculos de sol. Quem olha para mim pensa certamente que sou uma psicopata ou algo do género, afinal, quem é que no seu perfeito juízo andaria num aeroporto de gorro e óculos de sol, e ainda por cima com umas calças completamente rotas? Ninguém, presumo. A não ser, claro, que não se queira ser reconhecida: o que é o meu caso.

Aproximo-me mais um pouco das portas de chegada, caminhando por entre corpos e pessoas bem vestidas que me olham com um ar de superioridade que me mete nojo. É impressionante a facilidade com que as pessoas se deixam levar pelas aparências… pergunto-me, se eu estivesse vestida de outra forma, ou até mesmo sem o gorro e sem os óculos de sol a ocultar a minha face e as pessoas me reconhecessem, se iriam olhar para mim da mesma forma. Bom, acho que nem preciso de responder a tal pergunta, basta olhar em meu redor.

Ergo o pescoço, pondo-me em bicos de pés, e tento descobrir a minha preciosa ajuda. No meio dos vários transeuntes avisto uma cabeleira avermelhada e sorrio. Afasto delicadamente quem se encontra no meu caminho e avanço apressadamente até ao portador de tal cabelo tão peculiar. Ao avistar-me sorri e corre para os meus braços. Já lá vão tantos anos…

- Sara Petrichov, a minha russa preferida. Há quanto tempo! – fala-me em russo, com um sorriso nos lábios.
- Oh Chris, a quem o dizes! Já tinha saudades desse teu cabelo! – soltamos ambas uma gargalhada e abraçamo-nos novamente.
- Tira-me daqui que já não posso ouvir esta gente toda a falar alemão!
- É melhor habituares-te… Estás na Alemanha, lembraste?
- Se não fosse por ti, nem cá metia os pés. Tenho más recordações, acredita.
- Quando chegarmos a casa contas-me isso tudo. Anda, o meu carrinho está à espera.


Ela segue-me por entre o emaranhado de pessoas e rapidamente alcançamos o carro. Acelero e dirijo-me para casa, observando os tons alaranjados que se começam a desenhar no céu pouco nublado.

Assim que chegamos a casa digo a Chris para pousar as malas e instalar-se no sofá.

Christinna Belleci, ou Chris, como era tratada pelos amigos mais próximos, era uma grande amiga minha. Separámo-nos na altura em que fui para Portugal e ela foi para Itália, quando a sua mãe faleceu. O pai, um homem importante no mundo da máfia italiana, casara com a sua mãe, filha de uma irmã do meu avô. Ainda éramos da família, por assim dizer. Tinha um cabelo vermelho bastante peculiar e usava-o quase sempre esticado, coisa que eu nunca chegara a perceber como ela o conseguia. Uma rapariga elegante e com uma carreira de sucesso no mundo da economia, geria a maioria das empresas do pai e sempre foi essencialmente conhecia pela sua beleza. Apesar de ter perdido a mãe ainda nova, encarava a vida com um sorriso enorme e era das pessoas mais desastradas que eu conhecia… esperemos que já tenha mudado um bocadinho…

Olho para ela e sorrio. Ela ri-se e deita-se no sofá, esticando-se completamente, fazendo-me lembrar o Tom quando chega a casa depois de dar aulas no colégio.

- E um jantarzinho, não? – pergunta-me, já em alemão. Rio-me e vejo-a levantar-se. Aproxima-se de mim e puxa-me para a cozinha. – Eu faço o jantar.

“Isto vai correr bem…”
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sab Jun 06, 2009 9:12 pm

aaaaah , está muito giro ^^ . continua ;)
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sab Jun 06, 2009 10:48 pm

Citação :
Vai ser rápido porque me está a dar assim uma onda de inspiração, não a posso desperdiçar. Espero que não achem este capitulo cansativo por ser essencialmente narração, mas é importante pois vai introduzir uma nova personagem. O próximo é o 100 da DW completa, sem distinções entre 1 e 2.
Obrigada&até quarta.

Nova personagem, hã?


Citação :
Basicamente, passo metade dos dias a dormir, e a outra metade passo-a sozinha, ora a olhar para a televisão, ora a olhar para o computador. Nem com a Lú e o Jay posso estar – foram à três dias atrás para Nova Iorque em trabalho. Há pessoas com sorte, não há?


Metade dos dias a dormir? E tu estás importada com isso, né? tomatoma

Citação :
Dirijo-me para a casa de banho e ponho a água a correr. Fiquei de ir ao aeroporto buscar uma amiga que vem viver para a Alemanha. Bom, na verdade, é mais uma das preciosas ajudas que eu tinha reservadas para se algum dia precisasse… e esse dia chegou.


Uma amiga? Uma preciosa ajuda...Bem bem...


Citação :
Aproximo-me mais um pouco das portas de chegada, caminhando por entre corpos e pessoas bem vestidas que me olham com um ar de superioridade que me mete nojo. É impressionante a facilidade com que as pessoas se deixam levar pelas aparências… pergunto-me, se eu estivesse vestida de outra forma, ou até mesmo sem o gorro e sem os óculos de sol a ocultar a minha face e as pessoas me reconhecessem, se iriam olhar para mim da mesma forma. Bom, acho que nem preciso de responder a tal pergunta, basta olhar em meu redor.

Infelizmente acontece sempre isso, né?

Citação :
Ergo o pescoço, pondo-me em bicos de pés, e tento descobrir a minha preciosa ajuda. No meio dos vários transeuntes avisto uma cabeleira avermelhada e sorrio. Afasto delicadamente quem se encontra no meu caminho e avanço apressadamente até ao portador de tal cabelo tão peculiar. Ao avistar-me sorri e corre para os meus braços. Já lá vão tantos anos…

Cabelo vermelho? \m/\m/

Citação :
- Sara Petrichov, a minha russa preferida. Há quanto tempo! – fala-me em russo, com um sorriso nos lábios.
- Oh Chris, a quem o dizes! Já tinha saudades desse teu cabelo! – soltamos ambas uma gargalhada e abraçamo-nos novamente.
- Tira-me daqui que já não posso ouvir esta gente toda a falar alemão!
- É melhor habituares-te… Estás na Alemanha, lembraste?
- Se não fosse por ti, nem cá metia os pés. Tenho más recordações, acredita.
- Quando chegarmos a casa contas-me isso tudo. Anda, o meu carrinho está à espera.

É que só podia --'
Fazem sempre de mim uma maluca...Cabelo vermelho e italiana...Italiana, definitivamente havia de me dar bem em Itália...Massa!!! xD


Citação :
Christinna Belleci, ou Chris, como era tratada pelos amigos mais próximos, era uma grande amiga minha. Separámo-nos na altura em que fui para Portugal e ela foi para Itália, quando a sua mãe faleceu. O pai, um homem importante no mundo da máfia italiana, casara com a sua mãe, filha de uma irmã do meu avô.
Citação :
Uma rapariga elegante e com uma carreira de sucesso no mundo da economia, geria a maioria das empresas do pai e sempre foi essencialmente conhecia pela sua beleza. Apesar de ter perdido a mãe ainda nova, encarava a vida com um sorriso enorme e era das pessoas mais desastradas que eu conhecia… esperemos que já tenha mudado um bocadinho…

Ora...Meio verdade meio mentira...Não sou assim tão desastrada, tá? --'



Citação :
- E um jantarzinho, não? – pergunta-me, já em alemão. Rio-me e vejo-a levantar-se. Aproxima-se de mim e puxa-me para a cozinha. – Eu faço o jantar.

“Isto vai correr bem…”

Amiga, estás comigo estás com Deus...Não morres de fome, não te preocupes. Eu cozinho bem tomatoma

Vá continua...
Rápido!

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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Dom Jun 07, 2009 3:11 pm

OMG
Ver os avos morrer nao deve ser nada facil! =/

LOL
Pela reacçao da Sara, a Chris nao deve cozinhar nada bem!
Acho que a ela tá em apuros... x'D

Continua!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Dom Jun 07, 2009 6:17 pm

lol
desastrada
entao e parecida cmg
XD
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qua Jun 10, 2009 4:34 pm

Olá :3
Quero agradecer a quem comentou, muito obrigada mesmo (:
Falando agora da fic - este é o capítulo 100 da DW completa *vamos fazer uma festa* e, a acompanhar este capítulo 100, tenho-vos a comunicar que estou a fazer tudo por tudo por acabar de escrever a DW até ao próximo mês. Veremos se consigo! É que, vocês não sabem, mas eu comecei a escrever isto em Junho... do ano passado, por isso deve estar a fazer um ano que ando de volta dela. x)
So, não está muito especial, são só algumas cenas fofinhas, mas espero que gostem!
Até sábado!



- 16 -


- Mmm, isto está divinal Chris – digo, ao mesmo tempo que levo uma garfada de Spaghetti à boca. – Porque é que não vieste mais cedo?
- Porque ninguém me convidou
– o seu tom de brincadeira faz-me rir.

Ouço a porta de casa fechar e sorrio para a Chris que me olha um pouco confusa. Ela ainda não sabe de Tom, nem sabe quem é o pai de Mathew. Nunca pretendi contar-lhe através de um telemóvel, estava a guardar tal revelação para quando estivéssemos juntas… como agora.

- Mmm, que cheirinho. – ouço-o dizer e vejo Chris congelar. Ele aparece à entrada da cozinha e paralisa, ao aperceber-se de Chris.

Numa fracção de segundo vejo Chris levantar-se e correr para Tom. Começa a bater-lhe em tudo o que é sítio e ele protege a cabeça com as mãos. Fico um pouco confusa com tal reacção, não é normal ela saltar assim para cima das pessoas… a não ser que estas lhe tenham feito alguma.

- Larga-me! Então? Pára! Estás louca! – ouço Tom gritar para a Chris, mas ela não pára e insiste ainda mais em destruir o Tom.
- Que é que estás aqui a fazer? Andas-me a seguir? Já não te bastou em Itália? – começou a refilar ela em italiano. Eu, ao aperceber-me do motivo de tal reacção começo-me a rir e ela pára, olhando para mim escandalizada. – Estás-te a rir de quê?
- Não me mates o rapaz Chris!
– digo, em alemão entre gargalhadas. – Ele é meu cunhado!
- O quê?!
– pergunta-me, bastante preocupada. – Este vermezinho é teu cunhado? E porque nunca me disseste?!
- Porque estava à espera de te ter aqui… Isto não são conversas para se terem por telemóvel!
- Mas isso quer dizer que o pai do Mathew é… o irmão dele? Aquele que está com um esgotamento há já não sei quanto tempo?
- Bom… Sim, o pai do Mathew é o Bill. E quanto ao esgotamento… é mentira.
- Dios mio! Então que aconteceu ao teu marido?
- Eles não são casados
– responde o Tom, que tinha estado bastante calado até agora. Leva um olhar ameaçador da Chris e recua um bocadinho.
- O Bill é uma questão que te explico depois… Agora, se quiserem fazer o favor, podem-me explicar a cena a que acabei de assistir?
- Foi só um ajuste de contas…
- responde muito rápido o Tom, bastante atrapalhado. Começo novamente a rir e vejo a Chris sorrir, um sorriso de gozo autêntico.
- Aqui o teu cunhado meteu-se com quem não devia, ou seja, comigo. – olha para ele e continua a sorrir, ele está bastante preocupado – E digamos que, quem se mete comigo, não sai impune. Ele pensava que comigo era uma noite e depois adeus, mas ninguém goza com a Christinna Belleci, muito menos um rapazito como este! Então eu vinguei-me dele… Diz-me, Tom – olhou novamente para ele – qual foi a sensação de estar amarrado à cama completamente nu? E já agora, os teus colegas gostaram das fotos?

Vejo Tom ficar ligeiramente encarnado e muito atrapalhado. Olha para mim e vira costas, gritando “Vou buscar o Math”. Ouço a porta de casa bater e desato a rir, juntamente com a Chris.

- Não acredito que lhe fizeste isso!
- Ah podes acreditar Petri, sabes como eu sou, e ninguém o mandou ser tão mulherengo!
- Oh, ele já assentou um bocadinho…
- paro por uns segundos, lembrando-me de uma noite na semana passada – acho eu – acabo num sussurro.
- Bom, mudando de assunto. Explica-me bem o teu grau de parentesco com o playboy.

Levanto-me para começar a tirar as coisas de cima da mesa, depositando-as na máquina de lavar a louça. Chris levanta-se também e ajuda-me com tal tarefa.

- Eu vim para a Alemanha por intercâmbio, e fiquei na casa deles. – relato todos os acontecimentos: o primeiro encontro com eles, a forma como a minha relação com o Bill evoluiu ao longo dos dias, a forma como o Tom se tornou um dos meus melhores amigos, as reacções quando descobriram a minha identidade, o regresso do Fred e a forma como lidei com ele, os vários problemas que tive com o Bill, o passar do tempo sem ele, o reencontro… tudo o que a minha memória se permitiu a gravar. Ela ouve-me atenciosamente, sem me interromper. – E, no dia em que descobri que estava grávida, o Tom deu-me a notícia mais dolorosa que me podiam dar… O Bill tinha sido raptado por eles… Os Shakarof.
- Coitada de ti… E desde então tens vivido com o Tom e com o teu filho?
- Sim, ele tem-me ajudado muito…


Sou interrompida por um riso infantil vindo da sala. Mathew entra a correr na cozinha e salta para o meu colo, envolvendo-me pelo pescoço. Sorrio e olho para Chris, que sorri para ambos ternamente.

- Estás melhor mãe? Já não dói?
- Oh, já não dói quase nada!
– respondo alegremente. Math olha para Chris e ergue uma sobrancelha, salta do meu colo e coloca as mãos nas ancas. Vejo Tom sorrir, encostado à parede. Chris olha para ele confusa.
- Quem és? – pergunta, e Chris olha para mim. Sorrio-lhe e ela olha novamente para o Math.
- Sou a Chris, e tu deves ser o Mathew… - sorri-lhe ternamente e ele continua a observá-la.
- Como sabes o meu nome, e o que estás a fazer em minha casa?

Ouço Tom soltar uma gargalhada e Chris começa-se a rir com as atitudes dele. Mathew olha para ambos bastante chateado e depois aproxima-se de mim.

- Vá, não fiques assim. A Chris é uma amiga da mãe, ela vem viver para cá, vai ficar na casa do tio.
- Olha, porque é que ela fala de uma maneira engraçada?
– solto uma gargalhada e olho para a Chris, para depois voltar a olhar para o Math.
- Ela é de Itália, é por isso que fala de uma maneira engraçada.
- Aaaah!
– Math descontrai e olha para a Chris, sorrindo angelicalmente. Tom ri-se novamente e, quando Math lhe lança um olhar semi cerrado, ele pára. – Olá amiga da minha mãe! – o seu tom infantil faz-me sorrir.

Chris sorri e puxa-o para ela, depositando dois beijinhos mas suas bochechas. Mathew faz uma cara cómica devido à sua aversão a beijos de pessoas com as quais não está familiarizada, mas rapidamente sorri para ela.

- Achas que me podes mostrar onde vou permanecer? Estou cansada e queria dormir um pouco.
- Claro! Anda, eu levo-te lá.
– dirijo-me a Mathew e sorrio – Já volto, vou só levar a Chris a casa do tio.
- Está bem!
– ele dá-me um beijinho e sai a correr, vejo-o sentar-se no sofá e ligar a televisão.

Eu e a Chris pegamos nas suas malas, eu com o braço são claro, e saímos. Encaminhamo-nos para casa do Tom, que vai passar de raramente habitada, para ocupada por duas pessoas.

Uma, já se encontra ao meu lado, com o seu cabelo vermelho tão peculiar e, acima de tudo, a sua imagem de marca. A outra, ainda não sei quando virá, mas não deve faltar muito.

Juntas, iremos pôr em prática o plano que tem vindo a ser construído para salvar Bill.
Juntas, vamos procurar o Will e colocá-lo em segurança.
Juntas, vamos ser um só, com um só objectivo: salvar aqueles que têm de ser salvos, como se fossemos umas heroínas das bandas desenhadas.
Mas juntas, iremos ter fraquezas, e precisaremos de todas as nossas forças para as superar.
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qua Jun 10, 2009 10:25 pm

LOL
O Tom quase que era morto!

sara_ escreveu:
qual foi a sensação de estar amarrado à cama completamente nu?
Hahahaha
O que eu me ri com isto!
Imaginá-lo nu em cima da cama, dá uns calores... x'D

Aquilo entre a Chris e o Tom ainda vai dar em coisa... Hmm!

Continua!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sex Jun 12, 2009 8:25 pm

Olá! Yep, eu sei que não é sábado mas... tcharam, tenho uma surpresa para vocês! Então é assim, como eu já vou a começar o capítulo 30 *yey, ando a trabalhar bem!* e agora escrevo todos - ou quase todos - os dias, decidi começar a postar de acordo com aquele sistema que eu falei há uns tempos: postar dia sim, dia não. Eu espero que continuem a comentar como comentavam antes, eu até estou a ser uma querida, digam lá que não (a) Vá, agora fiquem com o capítulo (e aproveito para dizer que, nestes capítulos que escrevi recentemente, acabei por me surpreender a mim própria. São revelações bombásticas!)
E obrigada à Lisete por ter comentado. Beijinho&até domingo : D



- 17 -


Acordo com o barulho incessante do telemóvel. Ainda com os olhos fechados estico o braço, tentando alcançar o objecto. Abro os olhos a muito custo e olho para o relógio onde os números 13:11 figuram. Pressiono o botão para atender e levo o telemóvel à orelha.

- Bom dia mãe… - a voz sai-me da garganta quase num sussurro tal é a dificuldade em manter-me acordada.
- Acordei-te? – a sua voz preocupada faz-me sorrir. Volto-me no meio dos lençóis e, com o braço são, faço força para me elevar e ficar sentada. – Pensei que já estavas acordada filha…
- Oh, sabes como eu sou mãe, ainda continuo a dormir muito. Está tudo bem?
- Sempre tudo na mesma. O teu pai saiu logo de manha para o escritório e eu cheguei agora a casa do atelier. Estás melhor do braço?
- Sim mãe…
- respondo num tom monocórdico. Apesar de falarmos todos os dias ela continua a perguntar a mesma coisa. Antes não a percebia mas, agora que também sou mãe, percebo a sua constante preocupação. – Estou pronta para outra!
- Ai Sara não digas isso! Se te acontecesse mais alguma coisa acho que eu e o teu pai deixávamos Portugal e íamos viver para aí, só para ter a certeza que estavas em segurança!
- E depois quem andava sempre preocupada era eu Sra. Petrichov!
– digo, num tom divertido – Agora a sério mãe, sabes que não posso ter muito mais gente à minha volta. Quantas mais pessoas, maior é o risco…
- Eu sei filha, eu sei…
- ficamos em silêncio por momentos, ouço a minha mãe soluçar, o que me indica que não resistiu e está a verter umas quantas lágrimas. – Quando voltas para casa?
- Não sei mãe…
- olho para a porta que se começa a abrir lentamente, revelando a figura semi nua do Tom. Sorri e faço-lhe sinal para entrar, ele aproxima-se da cama e senta-se ao meu lado. – Talvez não volte a Portugal, quer dizer, para viver aí… Peço-te que compreendas….
- Eu compreendo-te, mas sabes que me custa muito estar tão longe de ti nestas alturas.


Ficamos a falar por um tempo indeterminado, nem sequer dou pelas horas passar. Na verdade, já tinha saudades de falar assim com a minha mãe. Desde que o Bill desapareceu que nos distanciámos. Sei o quanto lhe custa estar tão longe de mim, sendo eu filha única. Se tal acontecesse com o Mathew acho que não resistiria tanto tempo como a minha mãe tem vindo a resistir. Ela é uma mulher forte, e eu admiro-a por isso.

Despedimo-nos uma da outra e acabo por me levantar. Já passaram algumas horas e o meu estômago começa a queixar-se da falta de alimentos. Vou até à cozinha e preparo algo para comer, sentando-me depois no sofá a ver televisão.

Olho para o exterior pelas portas de vidro da varanda. O dia está sombrio, o céu está coberto de nuvens cinzentas que não nos permitem ver o sol brilhar lá no alto. Não há pássaros a voar de um lado para o outro, parece que hoje o dia nasceu para permanecer assim, libertando um estado de melancolia que me invade rapidamente.

O toque da campainha desperta-me e levanto-me pesarosamente para ir abrir a porta. Chris olha para mim e sorri, tem o seu cabelo bastante despenteado e enverga umas calças pretas justas e uma camisola de gola alta amarelo-torrado.

- Ainda de pijama? Pensei que me ias mostrar Berlim Petri!
- Mas nós não combinámos nada…
- respondo confusa.
- Eu sei, mas não me apetece ficar fechada em casa. – olha-me com uns olhos brilhantes bastante parecidos aos do Math quando ele pede algo – Por favor?
- Está bem… Deixa-me só tomar um banho e vestir qualquer coisa.


Volto-me e caminho na direcção do meu quarto. Sinto Chris seguir-me, entro na casa de banho e ligo a água. Chris fica deitada na minha cama bastante desarrumada. A água quente relaxa todos os músculos do meu corpo de uma forma que me faz sentir óptima, como se nada acontecesse à minha volta.

- O Tom não está em casa?
- No
– grito do banho – Deve ter ido à loja dos G’s.
- Quem são esses?
- Os outros dois da banda, o Gustav e o Georg.
- Oh sim, já me lembro!


Saio do banho e enrolo-me na toalha, seco o cabelo com uma toalha mais pequena e saio para o meu quarto. Chris continua deitada na cama e apenas me olha pelo canto do olho, desviando novamente a atenção para uma madeixa de cabelo que enrola nos seus dedos. Visto as primeiras calças que me aparecem à frente – curiosamente as mesmas que levei para o aeroporto – e uma camisola preta quente. Não demoro muito tempo a arranjar-me e quando Chris me olha novamente já estou preparada para sair de casa.

- Onde me vais levar?
- Sei lá!


Rapidamente nos encontramos no exterior do prédio. A brisa fria que se faz sentir atinge-me como um chicote, causando-me uma sensação de dor. Caminhamos por um tempo indeterminado, vamos a vários sítios de Berlim, passamos pelo parque onde eu e o Bill costumávamos ir e acabamos por ir buscar Mathew ao colégio. Este sorri ao verificar quem o foi buscar, não é habitual ser eu, costuma ser sempre o Tom.

Math caminha entre mim e a Chris com um sorriso espelhado na face, relata entusiasticamente todos os acontecimentos do seu dia. Aos poucos começa a dar mais confiança à Chris, o que me faz sorrir.

- Mãe, onde está o tio?
- Está na loja do Gustav e do Georg.
- Podemos lá ir? Sim? Vá lá!
– enquanto caminha olha para mim com um olhar suplicante. Sorrio e digo que sim com a cabeça, ele começa a dar pulinhos de alegria.

Não demoramos muito a chegar à loja deles. Era um projecto recente numa das ruas mais movimentadas da cidade. Eles vendiam materiais musicais e várias coisas relacionadas com música. De vez em quando apareciam lá fãs e eles lá tinham de passar horas e horas à conversa, tentando sempre desviar o assunto de um único tema.

Entramos na loja e Mathew rapidamente corre para abraçar Tom. Felizmente a loja não está com muito movimento por isso podemos estar à vontade.

- Olá minha russa preferida – o Georg aproxima-se de mim e cumprimenta-me com dois beijos na face. A seguir olha para a Chris e fica a observa-la por breves segundos. – E olá… Italiana?
- Ainda te lembras de mim?
- Não, mas o Tom já nos avisou da tua presença
– Gustav aproxima-se também de nós e cumprimenta ambas.
- Quem diria que eras amiga aqui da russa…
- Georg, tu não tens de conhecer os meus amigos todos sabes?
- Eu sei, mas quando são amigas destas devias informar o pessoal.
- Hobbit, está calado que ela também conhece as gémeas…
- o Tom começa a rir ao falar e a loja é invadida por um riso de todos.

Ficamos mais um bocado ali, falamos de imensas coisas como já não falávamos há muito mas, como sempre, há sempre aquele vazio em todos nós que precisa de ser preenchido. “Já falta pouco…”
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sab Jun 13, 2009 1:58 am

falta pouco pouquinhooo!

quero o bill de volta! ja estou como a Sara
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sab Jun 13, 2009 2:00 am

Ainda bem que falta pouco para o Bill voltar
Nao vejo a hora disso!

Continua!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Dom Jun 14, 2009 3:42 pm

Olá a toda a gente! Como prometido aqui estou eu com um novo capítulo. Uhm, que posso dizer sobre este... É mais um daqueles fofinhos, mas o próximo já não é nadaaa fofinho - mas não, ainda não é no próximo que o Bill aparece x) Espero que gostem deste, eu volto na terça com um capítulo misterioso! btw, acho que não se vão ver livres de mim tão cedo, a nova fic está a ir bem, apesar de não ter escrito mais mas as ideias estão cá : D



- 18 -


Não acredito que Chris já está na Alemanha há uma semana. O tempo passou incrivelmente rápido, como já não passava há muito. Na verdade, acho que o tempo custou menos a passar porque, de certa forma, me consegui divertir.

Desvio o olhar do chão em mosaico preto da casa de banho e olho Chris que tapa os olhos atrapalhadamente. Rio e olho para Cooper que me retira cuidadosamente os pontos que levei no ombro.

- Chris, podes olhar, não há sangue nenhum! – digo, ainda a sorrir.
- Nem penses, eu não vou olhar para essa coisa nojenta!
- Estás a falar do meu ombro, caso ainda não tenhas reparado.
- Oh, desculpa estar a insultar o teu adorável ombro, mas caso ainda não tenhas reparado, tens isso de uma forma mesmo nojenta.
– o seu sempre tão adorável sarcasmo é evidente enquanto se dirige a mim. Continuo a sorrir e tento olhar para o ombro, mas a mão de Cooper faz o favor de me obstruir a visão.
- Falta muito? – pergunto-lhe ansiosa.
- Não, já estou a acabar.
- Ela vai ficar com uma cicatriz assim muito feia?
– Chris entreabre ligeiramente os dedos e fecha-os novamente ao constatar que os pontos ainda estão por retirar na totalidade – Eww, nem sabes o que tens no ombro.
- Obrigada Chris, estás a dar uma grande ajuda!
– ela prepara-se para argumentar mas Coop rapidamente se pronuncia.
- Done. – afasta-se um pouco de forma a observar o ombro e tento decifrar a sua expressão facial – Well, não está assim tão mau como eu esperava, mas estás com uma cicatriz parecida à do abdómen – pára por momentos e vira a cabeça para um dos lados – ainda que com um aspecto mais estranho.

Levanto-me do banco e olho para Chris, ela destapa os olhos e olha-me com um sorriso triste. Sinto o seu olhar fixo no meu ombro.

- Não está assim tão mal…

Volto-me lentamente para ficar de frente para o espelho. Fecho os olhos por momentos e sinto as memórias soltarem-se dos mais sombrios recantos da minha consciência.

Flashback

- Isto está horrível Bill…
- Não digas disparates!
– os seus braços envolveram-me pela cintura. Pousou a cabeça no meu ombro e olhou-me através do nosso reflexo no espelho.
- Baah, tenho uma cicatriz na barriga e esta coisa parece mesmo que foi de uma bala, vão ficar a olhar quando andar de bikini…
- Pára de fazer dramas. Se olharem, paciência, o problema não é teu. Tu és linda com ou sem cicatrizes e eu amo-te de qualquer maneira!
– virou-me no seu abraço e aproximou os seus lábios dos meus, para depois sussurrar suavemente – Eu amo-te, e não é uma pequenina cicatriz que vai mudar aquilo que sinto por ti.


End of Flashback

Abro os olhos e sinto as lágrimas soltarem-se dos olhos. Da outra vez tinha Bill para me apoiar e para me animar, mas desta vez ele não está ao meu lado e sinto-me mais vulnerável a cada dia que passa. Fecho os olhos novamente por breves segundos e quando os abro novamente dirijo o olhar para o ombro. Impulsivamente levanto a mão e acaricio a cicatriz. Não está tão perfeita como a outra – isto é, se as cicatrizes algum dia pudessem ser perfeitas – mas também não está má.

Volto-me novamente para Chris e Cooper que se mantêm em silêncio e sorrio, limpando as lágrimas. Eles retribuem o sorriso e Chris aproxima-se de mim para me abraçar.

- Não está tão mal como parecia… - digo, olhando para Cooper que me sorri. – Obrigada.
- Sempre às ordens!


Chris solta-me e abraça-se a Cooper que fica demasiado atrapalhado com a tamanha dose de confiança que Chris lhe dá.

- Grazie, obrigada por teres cuidado da Petri. – e ao terminar, dá um beijo demorado na face dele. Rio ao ver as suas bochechas tornarem-se avermelhadas.

Olho-me novamente ao espelho, focando a minha atenção no ombro mais uma vez. Pensei que iria custar mais encarar mais uma cicatriz, mas não custou assim tanto. Afinal, é apenas outra cicatriz no meio de tantas outras que já se alojaram no meu ser. A única diferença, é que esta está à vista de quem quer ver, enquanto que as outras permanecem no abstracto da consciência, no limiar dos sentimentos inexplicáveis e da dor que lhes deu origem.

Cooper despede-se de nós e sai. Chris e eu ficamos sentadas no sofá da sala à espera que Mathew chegue a casa com a Lú e o Jay. Pedi-lhes que fossem dar um passeio com ele para que não assistisse a Cooper a tirar-me os pontos. A última coisa que quero para ele é que me veja a sofrer. Tom combinou um jantar com os G’s e com o Andreas que se mudou há pouco tempo para Berlim.
O som da campainha faz-nos parar a conversa e eu levanto-me para ir abrir a porta. Mathew agarra-se às minhas pernas e eu baixo-me, ele dá-me um beijo na bochecha e abraça-me.

- Divertiste-te?
- Sim! O tio Jay foi andar comigo na roda gigante e a tia Lú comprou algodão doce para comer.
- Boa!
– ergo-me e olho para ambos – Obrigada.
- Não é preciso agradeceres, sabes que sempre que precisares nós estamos aqui ao lado
– é a Lú quem fala, sempre com um brilho no olhar. Mathew passa por mim a correr para junto de Chris.
- Querem ficar para jantar?
- Não podemos, já combinámos ir jantar com uns amigos do Jay.
- Não há problema, depois combinamos algo todos juntos.


Despeço-me deles e fico a vê-los entrar em casa. Quando volto para o interior Chris já está de volta do fogão a preparar o jantar. Mathew está sentado a ver os desenhos animados.

- Se continuas assim não te deixo voltar para Itália. Estás-me a estragar, sabias? Já não consigo resistir às coisas deliciosas que fazes.
- E eu faço-o com muito gosto!
– responde-me divertida – Sabes que adoro cozinhar, e em casa quase que é impossível porque o meu pai não me deixa aproximar da cozinha e ando constantemente em reuniões e blá blá blá.
- Imagino. Não te cansas dessas coisas todas?
- Não… sou solteira, não tenho namorado, o meu trabalho alternativo tem sido nulo, tenho de ocupar o meu tempo com algo não é?
- Ah, quem me dera ter assim tanto tempo como tu… Olha para mim!
- Estou a olhar
– sorri e olha novamente para o recipiente à sua frente.
- Tenho um namorado para encontrar, tenho o trabalho no hospital e tenho de pensar em acabar o curso, tenho de aturar o Tom que é como se aturasse uma criança – olho para a sala e suspiro – e tenho o Mathew… Imaginas o quanto eu precisava de descanso?
- Eu compreendo-te, deve ser complicado cuidar dele mesmo com o Tom a ajudar e os teus amigos.
- Eu sinto que estou a falhar como mãe Chris…
- Como assim? Eu acho que tens feito um trabalho óptimo!
- Não. Olha para ele, passa a vida embrenhado no seu mundo do qual eu mal faço parte… Gostava de ser uma presença mais assídua na vida dele.
- Não percas a esperança. Vamos encontrar o Bill e quando isso acontecer vocês vão ser felizes, verás.


Sorrio e limpo umas lágrimas que escaparam dos olhos. Olho novamente para Mathew e fico a contempla-lo durante alguns minutos. Ele olha para mim e sorri, voltando-se novamente para olhar para a televisão. Afasto-me de Chris e aproximo-me dele, pego num comando da playstation de modelo recente e ele olha para mim um pouco perplexo. Pega no outro comando e liga o aparelho. Sorri, um sorriso chamado “de orelha a orelha”, um sorriso verdadeiro. Sou invadida pela sua alegria e sorrio também.

- Vais perder mãe!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Ter Jun 16, 2009 6:35 pm

Está tudo bem por aqui? Esperemos que sim, porque eu tenho aqui um capítulo daqueles surpreendentes e misteriosos x)
So, este é um dos meus preferidos, não sei porquê, gosto dele. Ando a escrever o 30, hoje vou ver se o acabo, a parte 2 não deve ter mais de 40 capítulos - já devem estar a adivinhar que parte da fic eu ando a escrever, ou quase a escrever. O 20 é uma continuação deste, espero que gostem!



- 19 -


O som de umas chaves a serem introduzidas na fechadura fazem-me despertar do estado de sonolência em que me encontro. Pelo canto do olho perscruto a porta do meu quarto que está apenas encostada e onde Math já dorme há algumas horas. Levanto-me do sofá, aproximando-me cautelosamente e num passo lento da porta. Espero no escuro que a porta se abra para revelar o intruso. Vejo a porta abrir e rapidamente suspiro de alivio ao ver Gustav com Tom abraçado a ele. Um riso embriagado chega aos meus ouvidos e rapidamente aviso Tom para se calar. Gustav ajuda-me, tampando-lhe a boca e cessando o ruído.

- O que é que se passou? – pergunto sussurrando ao Gustav enquanto clico no interruptor, iluminando a sala com tons azulados devido ao vidro azul do candeeiro. Gustav entra e dirige-se até ao sofá onde pousa Tom, mostrando-me depois uma expressão aliviada.
- Ele e o Georg meteram-se nos copos e pronto, deu nisto – responde-me também a sussurrar, pelo meu aviso deve ter percebido que Math já estava a dormir e que não o queria acordar.
- Onde está o Georg? – posiciono-me de modo a ficar frente a frente com o Tom. O seu estado é sem dúvida lastimável, mal consegue abrir os olhos e parece que perdeu por completo o controlo do seu corpo.
- O Andreas levou-o a casa, eu queria ver se ele também tivesse bebido… ia ser bonito ia…
- Imagino
– curvo-me sobre o Tom e abro-lhe os olhos, suspiro e aproximo-me de Gustav – Ele consumiu mais alguma coisa sem ser álcool?
- Que eu tenha visto não, só bebeu e fumou, o mesmo de sempre.
– o seu olhar transforma-se numa onda de preocupação – Porque perguntas?
- As pupilas dele estão dilatadas
– olho pesarosamente para ele, sinto os seus músculos contraírem-se – Gustav, ele drogou-se…

Fica em silêncio por minutos. O seu olhar confuso e chocado alterna-se entre mim e Tom que está praticamente inanimado no sofá. Abre a boca para falar mas fecha-a no momento seguinte, desviando o seu olhar para o chão.

- Eu não sabia de nada. – o seu lamento tem um pouco de culpa por trás, o seu tom de voz é trémulo – A sério que não sabia – reforça, voltando a olhar-me.
- Não te preocupes Gustav, não tens culpa de nada. Se quiseres podes ir descansar, eu fico a cuidar do Tom.
- Tens a certeza?
– pergunta-me apreensivo.
- Tenho. Vai descansar e obrigada por o trazeres até aqui. Assim que houver desenvolvimentos eu ligo-te.
- Obrigado, não hesites em ligar, mesmo que já seja de madrugada.
– aproxima-se de mim e dá-me um beijo na face – Se precisares de ajuda, diz.
- Sim. Agora vai, de dia falamos melhor.


Fico a vê-lo sair e quando num movimento suave a porta se fecha olho para Tom com preocupação. Caminho até ele e chamo-o, sussurrando-lhe ao ouvido. O único som que ele emite é um “hm” desprovido de entoação. Suspiro e, a muito custo, consigo ergue-lo do sofá. Arrasto-o até à casa de banho com bastante cuidado para não fazer demasiado barulho.

- Tom, consegues ouvir-me? – recebo outro “hm” como resposta. Ele entreabre os olhos e sorri.
- Estou morto? – fala de uma forma débil e atrapalhada. Com cuidado começo a tirar-lhe as roupas – ou pelo menos a tentar – até ele ficar apenas em boxers. Não lhe respondo imediatamente, o seu sorriso permanece lá.
- Não Tom, estás na casa de banho da casa da Sara – falo em mim na terceira pessoa. O seu sorriso desvanece-se e ele assume uma expressão confusa.
- Mas eu queria morrer – diz-me sorumbaticamente. Faço um esforço para ligar a água do chuveiro, não me preocupando em abrir a torneira da água quente.
- Não digas disparates. – ergo-o e tento mantê-lo debaixo do chuveiro mas ele mal se endireita em pé. “Lá terá de ser…”

Retiro a minha roupa, ficando apenas em lingerie e vou com ele para debaixo da água fria. Sinto um arrepio percorrer o meu corpo no momento em que as pequenas gotículas de água fria embatem na minha pele quente. Tom apoia-se em mim para se manter em pé. Faço com que todo o seu corpo seja atacado pela imensidão de água fria que sai pelo chuveiro. Aos poucos sinto-o despertar, ainda que não totalmente. Quando o seu equilíbrio está mais controlado fecho a torneira e apresso-me a envolver o seu tronco numa toalha, repetindo o processo comigo. Acompanho-o até ao quarto e tiro uns boxers da gaveta ao calha, mando-o vestir-se e enquanto espero vou até ao meu quarto para vestir algo seco. Volto ao quarto de Tom e puxo-o novamente para a cozinha onde lhe preparo café bastante forte.

- Bebe. – ordeno-lhe. Olha-me com um ar saturado e deixa a cabeça cair nos braços pousados na mesa – Vá lá, bebe, vai-te fazer bem.

A muito custo pega na caneca e começa a ingerir o líquido. Fico a observá-lo em silêncio. Ainda não está totalmente sóbrio, mas está sem duvida melhor do que há uma hora atrás. Pousa a caneca e olha para mim com cara de quem diz “já está, satisfeita?” e mando-o levantar-se novamente. Meto-o na cama como se fosse um bebé e fico à espera que adormeça. Acabo por me deitar a seu lado, tal é a preocupação em deixá-lo sozinho.

- O que andas a fazer Tom? – sussurro, fixando o olhar na sua face angelical demasiado parecida à do Mathew… demasiado parecida à de Bill.



Um som bastante irritante desperta-me do meu sono. Abro os olhos lentamente, mantendo-os semi-cerrados devido à luz que entra pela janela do quarto. Volto-me e deparo-me com Tom ainda a dormir. Por momentos fico preocupada, sem noção do porquê de estar ali a dormir mas rapidamente me lembro do motivo. Levanto-me lentamente para evitar ter uma tontura e caminho arrastando os pés descalços pelo corredor até à porta. Espreito pelo buraquinho e vejo Chris a fitar o chão e a roer uma unha. Abro a porta e dirijo-me para o sofá, bocejando.

- Estás bem? Como está o Tom? – as suas perguntas apanham-me de surpresa. De alguma forma, Chris descobriu que Tom não estava bem quando chegou a casa. Senta-se ao meu lado no sofá e continua a roer a unha nervosamente.
- Como soubeste? – a minha voz sai num tom rouco típico de quem acabou de acordar. Bocejo novamente e esfrego o olho direito.
- O Gustav ligou-me preocupadíssimo porque tu não atendias o telemóvel… O que se passou?
- Ainda não sei bem Chris, acordei agora e ainda não falei com nenhum deles…
- pego no telemóvel e suspiro ao ver as horas. Mathew tem de ir para o colégio dentro de meia hora e não quero que ele falte. – Importas-te de levar o Math ao colégio? É só acordá-lo e prepará-lo, não demora muito.
- Claro, eu levo-o. Mas depois contas-me tudo!
- Obrigada.


Levanto-me e vou até ao meu quarto para acordar Math. Chris segue-me e ajuda-me a convencê-lo a ir para o banho. Não demora muito e rapidamente está vestido com o uniforme. Penteia-se a seu gosto e arranjo-lhe algo para comer no caminho. Despede-se de mim, saindo com Chris. Fico a vê-los entrar no elevador e quando as portas deste se fecham volto para o interior e fecho a porta.

Caminho um pouco mais desperta para o quarto de Tom. Aproximo-me da cama e vejo-o abrir os olhos lentamente, fechando-os logo de seguida.

- Apaga a luz – a sua voz continua com uma sonoridade frágil. Fecho as cortinas e o quarto fica com um aspecto sombrio. – O que aconteceu?
- Isso tenho eu de te perguntar
– soo um pouco mais severa do que pretendia mas talvez não seja totalmente mau, preciso de mostrar a Tom o quanto estou desiludida com as suas atitudes e, ao mesmo tempo, preocupada.
- Eu – hesita por momentos e abre os olhos, fitando-me – eu não sei o que aconteceu. Não me lembro. – saio do quarto e vou até à sala, pego novamente no telemóvel e mando uma mensagem ao Gustav e ao Georg e peço-lhes para dizerem também a Andreas. Preciso de falar com todos o mais rápido possível. Regresso ao quarto e Tom olha-me confuso.

- Precisamos de falar…
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qua Jun 17, 2009 3:19 am

Drogas!!!!


o meu pior pesadelo, =/

o Tom que tome cuidado.

hum algo de interesante (eu adoro o Math ele e a coisa mais fofa que ja existiu *.*)

a Chris ainda tou para ver quem vai ser o romence dela XD o Cooper ou o Tom
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qui Jun 18, 2009 10:45 pm

Peço desculpa mas vai ser um post assim rapidinho. Já sabem, continuação do anterior. Tenho de ir escrever >.<
Até sábado!



- 20 -


- Entrem.

Afasto-me e, à medida que vão entrando, dão-me um beijinho na bochecha. Estão todos com um aspecto cansado mas consigo denotar uma preocupação no seu olhar. Aproximam-se de Tom que está sentado no sofá e cumprimentam-no, no entanto, ele não lhes retribui com o mesmo entusiasmo.

Desde que lhe expliquei o porquê de ter convocado os seus amigos que quase não fala, limitando-se a comunicar por breves monossílabos. O seu aspecto cansado atinge-me como um punhal, está com umas olheiras terríveis e está há demasiado tempo sentado no sofá abraçando os joelhos que estão junto ao peito e com a cabeça pousada neles.

- Estás bem Tom? – é Gustav quem toma a iniciativa de quebrar o silêncio cortante que já se havia instalado entre todos nós. Tom demora um pouco a responder mas, quando o faz, as palavras monossilábicas continuam lá.
- Não sei. – todos olham para mim com uma expressão ainda mais preocupada que quando entraram em minha casa. Digo para se sentarem e eu acabo por me sentar no chão, de frente para eles.
- Eu preciso de saber o que aconteceu durante a vossa saída… O Tom não se lembra de nada… - analiso a face de cada um deles, parece que nenhum sabe o que me dizer. Opto por ir direita ao assunto, não posso perder tempo. Para mim, o tempo tornou-se precioso mas também se tornou a minha morte. – Preciso que sejam sinceros… algum de vocês consumiu droga?

Sinto o silêncio instalar-se novamente na sala e começa-se a criar uma tensão quase palpável. Não percebo o motivo de tal hesitação mas presumo que estejam a tentar lembrar-se de algum pormenor da noite anterior. Finalmente o Andreas toma a palavra.

- Não. – suspiro e olho para o Tom que continua na mesma posição. É nestes momentos que eu gostaria de poder saber o que ele está a pensar, tal é o estado em que ele se encontra.
- Alguém viu o Tom a consumir? – ele desvia o olhar do chão e olha para o horizonte onde as pequenas gotas de água começam a invadir o ar.
- Não… - responde-me Georg – Mas tens a certeza que ele consumiu?
- Eu não fiz nenhum teste toxicológico mas tudo aponta que sim…
- Mas… como?
– Gustav olha para mim e para Tom, alternando o olhar entre nós – Não percebo…
- Tom?
– chamo em tom de pergunta. Ele olha-me atentamente – Já tinhas consumido droga antes? – fica em silêncio por momentos mas responde-me convictamente.
- Que eu me lembre, nada de mais.

Mantenho-me em silêncio. Pondero o que acabei de ouvir cautelosamente e admito que Tom diz a verdade mas, se Tom diz a verdade, algo de errado aconteceu durante a saída deles. Se Tom diz que não consumiu droga, alguém fez com que ele consumisse, e esse alguém teria de ser alguém com que ele tivesse o mínimo de intimidade.
Após o rapto do Bill o Tom deixou de dar tanta confiança às pessoas e passou a conversar apenas com quem já era íntimo antes do desaparecimento. Não acredito que algum dos G’s ou o Andreas o tivessem drogado por isso tivera de ser outra pessoa.

- Vocês estiveram com mais alguém durante a noite?
- Com imensa gente Sara…
- Sim Andreas, mas assim alguém em especial com que vocês tenham alguma confiança…
- Que eu me lembre não…
- responde o Georg num tom pensativo. Gustav anui e ficamos em silêncio novamente. Preparo-me para colocar outra questão mas Andreas começa a falar.
- Espera… - olhou para os G’s e também para o Tom, todos o olhavam expectantes – Tom, tu estiveste à conversa com o – o som da campainha interrompe-o.

Levanto-me e eles ficam a falar num tom baixo, mal consigo ouvir o que dizem. Olho para eles antes de abrir a porta e vejo Tom com uma expressão mais aliviada.

- Bom dia – digo para o rapaz que se encontra à minha frente com um enorme ramo de rosas pretas.
- Sara Petrichov?
- Sim
– respondo confusa.

Não é normal receber flores, muito menos é normal receber-se rosas de um preto tão carregado como este, que são tão difíceis de arranjar devido ao facto de serem manipuladas geneticamente e nem todas as pessoas têm possibilidades monetárias para as obter…
Entrega-me o ramo e pede-me para assinar. Entro novamente em casa fechando a porta atrás de mim. Eles olham-me confusos.

- Rosas pretas? – pergunta o Tom, claramente já mais animado e com um aspecto mais vivo – De quem são?
- Não sei… estou a ver se encontro algum cartão…
- viro o ramo várias vezes até que encontro um pequeno envelope, também ele preto – Encontrei.

Abro o envelope e deparo-me com um cartão vermelho que contém palavras em russo. Leio-o várias vezes seguidas, sinto o meu coração acelerar. Ao verificar que eu não tenho qualquer reacção Tom levanta-se e aproxima-se de mim.

- Então, de quem são?
- Do Cooper
– minto descaradamente com a primeira coisa que me vem à cabeça – Ele gosta muito de brincar comigo, sabes como é.
- Ah
– Tom não parece muito convencido com a minha resposta. Ouço a porta abrir e suspiro de alívio ao ver Chris. Cumprimenta todos e pára junto de mim, preparando-se para falar acerca do ramo – Ainda bem que já vieste, demoraste imenso tempo e já é hora de começar a fazer o almoço.
- Mas
– interrompo-a novamente, dirigindo-me aos convidados.
- Almoçam connosco? – olham uns para os outros e é Georg quem responde.
- Claro! Estou esfomeado…

Puxo Chris para a cozinha e ponho o envelope no bolso de trás das calças de ganga, deixo o ramo de cima do móvel que está à entrada da cozinha, se estivesse apenas com a Chris as flores iriam directamente para o lixo, mas não posso arriscar perguntas desnecessárias.

- Depois explico-te tudo, vamos tratar do almoço…

Chris não toca mais no assunto. Preparamos algo para almoçar em silêncio. Quando já estamos todos à mesa o som da campainha invade o espaço. Eu e Tom levantamo-nos ao mesmo tempo e vamos ambos à porta. Olho para Tom confusa e ele apenas me encolhe os ombros. Abro a porta e rapidamente sou envolvida num abraço bastante apertado. Uns cabelos brancos e azuis obstruem-me o campo de visão mas rapidamente me sinto ser solta daquele abraço sufocante.

- Konnichiwa(1)!
- O quê?!
– pergunta Tom rapidamente, é obvio que não percebeu nada. Sorrio e abraço novamente a pessoa que se encontra em frente a mim.

________________


(1) Konichiwa é olá em Japonês. Eu não tenho 100% a certeza se é assim mas pelo menos 90% tenho porque em Barcelona encontrámos um grupo de Japoneses e um amigo meu disse Konichiwa e uma senhora respondeu-lhe o mesmo xD
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qui Jun 18, 2009 11:00 pm

eu gosto tanto de rosas negras!!*_*

mas estas ja nao me agradao tanto.
tiponão

estou suber aliviada o Tom n consumiu drogas (pelo menos n por vontade propria)
sosweet sosweet


Tenho a ligeira imprasao que outro amigo da Sara chegou e este tem os olhos puxados sosweet
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sex Jun 19, 2009 4:22 pm

OMG
Por momentos pensei que tinha o Tom tinha consumifdo drogas de proposito. Mas parece que alguem anda a persegui-los e aquelas rosas pretas sao a prova disso. Será que essas rosas, querem significar morte?

Quem era?

Continua!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sab Jun 20, 2009 5:46 pm

OLÁ !
Então é assim, tenho uma coisinha para dizer a vossas excelências que por aqui se passeiam. Em príncipio não vou estar cá na próxima semana, ainda não está confirmado mas em principio vou a semana toda com uns amigos para a Figueira da Foz, trabalhar para o bronze e tales, por isso não vai haver capítulos. Ainda não sei se vamos segunda ou terça, se for segunda este será o último capítulo antes de ir lá para a praia, se for terça sou capaz de ainda vir postar. Vá, não se chateiem muito comigo, preciso de inspiração para acabar esta coisa -.-
Vá, deixo-vos aqui um capítulo nada interessante mas bonito, no final tem uma pseudo revelação :3



- 21 -


- Tens noção das saudades que eu tinha tuas russa?

A voz melódica da rapariga sentada ao meu lado no sofá faz-me sorrir. Chris está também connosco bastante animada e o Tom olha-nos confuso. Os G’s e o Andreas acabaram por ir embora alegando que não queriam incomodar. São teimosos aqueles rapazes…

- Importam-se de me apresentar? – pergunta Tom com uma cara de quem está farto de ficar na ignorância.
- Oh, desculpa! – ele revira os olhos e foca o olhar nela – É a Shizuka Nakamura, é japonesa e uma grande amiga nossa. Shizu, este é o –
- Tom Kaulitz
– levanta-se e aproxima-se dele para o cumprimentar – Eu sei.
- Ela vai ajudar a encontrar o Bill.
– Tom olha para mim com o olhar brilhante e olha novamente para Shizuka, sorrindo.
- Obrigada por ajudares.
- Oh, não é preciso agradeceres, eu faço tudo pelos meus amigos!


Reunimo-nos todos na sala e falamos sobre o que eu e a Ann tínhamos em mente. Era preciso começar o mais rápido possível e agora que estamos todos reunidos não podemos desperdiçar um só segundo. Através do pc mantemos a Ann na conversa e ela ajuda-me a explicar o plano.
Enquanto ouço Ann falar observo as expressões atentas de cada um. Acenam com a cabeça em intervalos regulares de tempo, ouvem-nos sem interromper.

- Todos perceberam o que têm de fazer? – pergunto, assim que Ann acaba de falar. Elas dizem que sim, apenas Tom permanece em silêncio. – Tom?
- Que queres que te diga?
– a sua resposta com outra pergunta soa-me irritada. – Vocês vão para a Rússia e eu vou-me limitar a ir para um sítio qualquer com o Mathew. Nem o meu próprio irmão posso ajudar…
- Tom, já falámos sobre isto…
- começo a ficar impaciente com a teimosia de Tom, ele tem de perceber que não pode ir connosco para a Rússia, ele e Math são alvos a abater assim que encontrarmos o Bill, não posso permitir que isto se torne num ciclo vicioso. – Por favor, percebe.
- Não há nada para perceber.
– olha para o relógio que transporta no pulso e levanta-se – Vou buscar o Math e levo-o a jantar ao Mac, ele pediu-me no outro dia. Até logo.

Vejo Tom sair pela porta, fechando-a com um estrondo anormal. Chris e Shizuka olham-me incrédulas e um pouco atrapalhadas. Está mais que claro que nunca viveram com o Tom, nunca o conheceram como eu conheci, nunca sentiram que ele era um perfeito desconhecido desde há quatro anos para cá…

- Estás bem? – é a voz melodiosa de Shizuka que me faz soltar o olhar que se prendeu por momentos na porta já fechada.
- Sim – respondo, ainda que pouco convictamente.
- É normal ele reagir assim?
- Sim Chris, ele tem andado impaciente ultimamente, está-se a isolar… Tenho de falar com os G’s, ele não me conta nada…
- Quem são os G’s?
– pergunta-me Shizuka, levantando-se e aproximando-se da sua mala preta onde suponho tem as suas mais avançadas tecnologias, afinal ser filha de um dos maiores empreendedores do Japão tem as suas vantagens…
- Os outros membros dos Tokio Hotel, o Georg e o Gustav, são tipos porreiros eles, vais gostar de os conhecer, eles são impecáveis. Pelo menos pareceram, durante o pouco tempo que estive com eles aqui e em Itália.
- Oh, está bem.
– começa a tirar o portátil e mais uns quantos objectos da mala. Olho-a confusa, pergunto-me para que quererá ela tanta máquina. – Não olhes assim para mim Sara, pensava que estavas com pressa, portanto quanto mais rápido começarmos, melhor!

Chris olha-me e encolhe os ombros, eu imito o seu gesto quase ao mesmo tempo. Levantamo-nos e sentamo-nos no chão ao lado da japonesa que começa a ligar os vários aparelhos a tudo e mais alguma coisa que tira da mala. Passados 10 minutos parece que está tudo em ordem.

- Então por onde começamos?
- Ginásio
– responde-me ela rapidamente, olhando-me de soslaio. Baixo o olhar de forma a perscrutar o meu próprio corpo e volto a olhá-la um pouco confusa.
- Estou gorda?
- Nada disso, quer dizer, para quem teve um filho há quatro anos estás óptima, mas não estás preparada fisicamente para a acção. E já agora, eu e a Chris fazemos-te companhia.
- Porquê?!
– pergunta a de cabelo vermelho muito rápido.
- Ora, porque andamos enferrujadas. Sabes perfeitamente que já não fazemos disto há muito tempo, pelo menos golpes tão grandes. Vá, não refiles que o ginásio é já ali à frente.

Ficamos ambas caladas, ou melhor, estupefactas. Já sabia que Shizuka se empenhava a 100% em tudo o que fazia, mas nunca pensei que se fosse empenhar tanto neste caso. Olho para o ecrã do computador e rapidamente desisto de tentar perceber o que para ali vai. Ela era, sem dúvida, uma das pessoas com mais conhecimentos informáticos que eu conhecia - ok, talvez fosse mesmo a melhor dos melhores.

- Que estás a fazer? – pergunto após breves minutos em silêncio.
- Entrei na rede de computadores do casino, é extremamente fácil, eles têm imensas falhas.
- O quê?! Conseguiste entrar no casino dos Shakarof?!
– Chris aproxima-se mais um pouco do ecrã e fica “com os olhos em bico” ao olhar para lá. – Eu não percebo patavina do que está aí mas tu és um génio rapariga!
- Obrigada
– sorri vitoriosamente. Fica em silêncio por momentos, apenas se ouve o som das teclas a serem pressionadas freneticamente pelos seus dedos delicados e finos. – Alguém vai aparecer neste computador em três – e continua a teclar – dois – o som das teclas continua a fazer-se ouvir, eu e Chris mantemo-nos em silêncio e completamente coladas ao ecrã – b]um[/b] – digita mais algumas palavras cujo significado não consigo decifrar devido ao facto de se encontrarem em caracteres japoneses – agora.

Shizuka pára de falar; o som das teclas deixa de se fazer ouvir. Sinto a minha respiração acelerar; sinto os batimentos cardíacos aumentarem gradualmente. As forças faltam-me e sinto os olhos encherem-se de água, turvando-me a visão.
Lá está ele, completamente descontraído na sua cadeira de pele confortável atrás de uma secretária de madeira que se encontra ao centro da sala com grandes dimensões. Está com uma moldura na mão mas, por muito que tente, não consigo ver a foto que nela se encontra – o seu ombro impede-me de ver claramente. À primeira vista parece-me bem mas mesmo assim não consigo deixar de sentir aquela sensação desconfortável que se instala no peito quando estamos ansiosos com algo ou preocupados. Vejo-o pousar a moldura com a parte da fotografia para baixo e ele ergue-se, ficando de frente para a câmara. A sua face apresenta ainda alguns arranhões e algumas escoriações, mas de certeza que está melhor que antes. Suspiro, um suspiro de alívio por saber que ele está bem. O meu olhar dirige-se então para o canto inferior da imagem onde consigo ver o que parece ser uns cabelos pretos. Ele aproxima-se do que quer que seja que se encontra naquele lugar e vejo os seus lábios moverem-se. Seja lá o que for que ali se encontra, ele está a falar para ele… Foco-me no movimento dos seus lábios mas não sou capaz de decifrar as suas palavras. A voz de Chris desperta-me e lembro-me que não estou sozinha naquele espaço.

- Eu acho que ele disse algo parecido a “eu não posso fazer nada a não ser proteger-te”. Faz sentido?

As lágrimas soltam-se dos olhos. Sinto o quente deslizar-me pela face e sorrio tristemente. Olho para Chris no momento em que a imagem desaparece do ecrã do pc e aceno freneticamente com a cabeça.

Sim, sem dúvida que faz sentido… “Faz o maior dos sentidos”.
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sab Jun 20, 2009 10:32 pm

OMG
Agora fiquei confusa!
Quem é que ela viu no ecrã? Foi o Bill?

Mais!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Dom Jun 21, 2009 12:27 am

Will, ela viu o Will!!

e se nao me engano ele so pode proteger o Bill, (ja gosto mais dele ^^)


sarah quero o proximo cap estou em pulgas para saber o que vai acontecer
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   

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