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 Dangerous World 2 ~ 34 ~ último

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sara_
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sex Jul 17, 2009 9:45 pm

Mais uma vez a cumprir prazos, e mais novidades! O último capítulo da fic, o 34, já está escrito. Acabei hoje, e a minha adorável BetaReader já leu e gostou imenso. Eu ainda tenho de aprender a gostar dele, ainda tenho de o reler e ver se realmente gosto dele, mas não tenciono mudá-lo, está escrito e ponto final. Então sendo assim, só há mais quatro capítulos porque já vamos no 30, por isso, se eu continuar a cumprir prazos, não vão aturar aqui a DW durante muito mais tempo. E depois lá para Agosto - em princípio - têm-me de volta para vos chatear o juízo. Agora só preciso de me dedicar à nova fic e fazer daquilo alguma coisa que se possa ler (:
btw, não gosto muito deste ^^''



- 30 -


- Sara… acorda…

A voz de William chega até mim num sussurro suave. Abro os olhos lentamente e sorrio ao vê-lo em frente a mim, a sorrir. Não me lembro de adormecer e lembro-me muito pouco de sair do duche.

- Bom dia Will – levanto-me a muito custo, as dores no corpo parecem não melhorar. A minha voz está estranhamente rouca, mal me consigo ouvir.
- Onde já vai o dia… Preciso que te levantes e te prepares, - a sua postura torna-se mais rígida, está agora com uma expressão mais séria – a Suri está a caminho e vou precisar da tua ajuda. – saio da cama bruscamente, arrependendo-me no segundo a seguir. Se Suri está a caminho, isso quer dizer…
- O Bill ficou sozinho?! – pergunto, alarmada. Pego nas roupas que Suri me tinha deixado e visto-as, não me importando em ficar semi nua em frente ao William.
- Sara, tem calma. O Bill já lá não está – paro de me vestir e olho-o, sinto as lágrimas de felicidade invadirem-me os olhos, a ansiedade a crescer.
- Ele também vem? – interrompo. Ele olha para mim tristemente e diz-me que não com a cabeça. Acabo de me vestir, sinto um aperto no estômago demasiado desconfortável. – Então? – pergunto, a medo.

Ficamos em silêncio por momentos, eu acabo por me sentar na cama, ele olha o chão, como se não tivesse coragem de me encarar.

- Sara… - começa, olhando para mim com receio – o Bill já está a salvo, com os teus primos.

As lágrimas soltam-se dos olhos, sinto-me a sorrir. Levanto-me e corro para os seus braços. Ele envolve-me e eu derramo todas as lágrimas de felicidade, eles conseguiram, eles não desistiram. O som da campainha invade o nosso espaço e o William apressa-se a ir abrir a porta. Eu limpo as lágrimas e vou atrás dele, o cenário surpreende-me e fico imediatamente bastante preocupada.

- Suri?! – William agarra nela e ajuda-a a entrar. Ela senta-se num sofá, agarrada ao abdómen. O sangue encharca-lhe as roupas, a sua respiração está ofegante. Aproximo-me rapidamente e ela olha para mim e, quando se prepara para falar, eu interrompo-a.
- Está calada, se falares só vais piorar.
- Podes fazer alguma coisa?
– pergunta-me o William com um olhar esperançoso.
- Posso, ainda não acabei o curso de medicina mas consigo ajudar. – puxo as mangas da camisola para cima e ajoelho-me em frente à Suri. Ela olha-me com uma expressão de sofrimento – Vais ficar bem, confia em mim… - viro-me para Will – Tens alguma caixa de primeiros socorros? - ele levanta-se imediatamente e, poucos segundos depois, aparece com uma grande caixa branca. – Continua a pressionar Suri, não largues. – abro a caixa e vejo o seu conteúdo. Felizmente parece que tenho tudo o que preciso. Calço as luvas e tiro as mãos ensanguentadas de Suri de cima da ferida. – Estás com sorte, é só uma ferida superficial. Como é que fizeste isto?! – começo a limpar o ferimento que, pelo aspecto, foi feito por algo cortante.
- Foi o Johann, – a sua voz soa fraca, deve ter perdido imenso sangue – ele está completamente louco, tens de sair daqui Sara.
- Eu não saio daqui enquanto não te curar isto. E também não saio enquanto não me contares o que se passou!
- O que se passou Suri? O Bill?
- Eu estava com ele, o Yuri estava na empresa e eu fiquei lá sozinha. Eu sabia que os teus primos, os Petrichov, estavam a preparar alguma coisa, mas não sabia o quê!
– ouço o seu relato atentamente ao mesmo tempo que trato do ferimento – Então eu vi-os chegar, o Igor e as gémeas, e deixei-os logo entrar. Eles acharam estranho mas não reclamaram. Chamei logo o Bill e eles perguntaram se sabia onde tu estavas Sara, eu só lhes disse que estavas com o Will, então eles ficaram descansados e saíram dali o mais rápido possível. Mas depois apareceu o Johann, e as coisas não correram muito bem… Ele ainda os viu a fugir, ainda tentou disparar sobre eles mas acho que não acertou em ninguém. – suspiro, aliviada – Assim que me apanhou acusou-me de imediato de o ter deixado fugir e, como tinha disparado todas as balas que tinha, pegou no punhal que era do avô, tu deves-te lembrar Will, e eu, felizmente, consegui fugir. Ainda assim ele conseguiu-me atingir. Não sei para onde ele foi, eu saí logo dali.
- Já está
– digo, tirando as luvas.
- Obrigada Sara, a sério…
- Não agradeças, se há aqui alguém te tem de agradecer sou eu.
- Vamos?
– pergunta-me o Will. Fico um bocado confusa, sem saber para onde ele que quer levar.
- Vamos para onde?
- Acho que tens uma pessoa para ver… Já falei com o Serghei e já sei onde eles estão.
– olho-o, estupefacta, sem saber o que fazer – Vá, não olhes assim para mim! Despacha-te, até parece que não estás cheia de saudades dele!

Levanto-me rapidamente e sorrio, as lágrimas a quererem saltar novamente dos olhos. Olho para a Suri, que se começa a levantar com cuidado. Visto um casaco quente do Will e saímos os três, rumo ao lugar onde o vou voltar a ver… quatro anos depois.



Tom caminha de um lado para o outro no hall de entrada, espera ansiosamente a chegada de Igor e das gémeas, a chegada do seu irmão. Como será que ele está? Estará ferido? Estará muito mudado? São mil e uma perguntas a passarem-lhe pela cabeça, o seu coração está acelerado, sente uma estranha ansiedade e um forte nó no estômago que quase o impede de respirar.

O som de um carro fá-lo parar. De súbito, todos param. Os olhares focam-se na porta, ansiosos para que esta se abra. O coração de Tom quase que salta do peito. Agora, parece que tudo acontece em câmara lenta, tal como nos filmes. É como se os segundos deixassem de o ser e passassem a ser minutos, é como se tivessem mais do que o dobro do tempo que é suposto terem.

Lentamente vê a porta abrir, primeiro entram as gémeas a sorrir, seguidas do Igor que ostenta a mesma expressão. Começa a ficar demasiado nervoso. Porque é que ele nunca mais aparece? Olha atentamente para a porta, não faz ideia do que se passa à sua volta, a sua concentração está toda dirigida para aquele espaço aberto que nunca mais fica preenchido por ele.

Uns passos lentos. Um arrastar de pés. O seu coração parece que vai explodir. Sente as lágrimas soltarem-se-lhe dos olhos. Sente cada célula do seu corpo renascer. Os passos estão cada vez mais próximos. A luz deixa de entrar com tanta intensidade naquela divisão. O espaço é ocupado e tudo pára.

Um olhar, um sorriso, uma lágrima. Correm um para o outro, abraçam-se. O vazio preenche-se, ambos se sentem vivos novamente. Tanto tempo, passara tanto tempo… passara demasiado tempo. Ficam abraçados indeterminadamente, choram juntos, sorriem juntos, tal como antes.

- Não tens noção do quanto me custou estar sem ti, Bill. – afastam-se, olham um para o outro novamente. Tom olha o irmão, não mudou assim tanto desde a última vez que o vira, desde aquele dia. Tinha apenas as feições mais acentuadas, uma expressão mais madura. De resto, estava bem. Não tinha arranhões, não estava magoado, tudo graças a William e Suri.
- A mim custou-me ainda mais… - abraçam-se novamente, quatro anos depois. – Onde está a Sara?

O silêncio instala-se. Tom olha à sua volta, todos sorriem, as raparigas choram intensamente. Olha novamente para Bill que lhe lança um olhar alarmado, o seu sorriso começa a desfalecer.

- Ela está a caminho, vem com o William. – é Serghei quem quebra o silêncio. Bill olha para a porta ainda aberta e suspira. Precisa de a ver, precisa de saber que ela está bem, precisa de a sentir, de a beijar, de a ver sorrir, de ver os seus olhos brilhar.

Precisa dela, tal como um toxicodependente precisa da sua droga.
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Lisete
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sab Jul 18, 2009 2:17 am

Oh!
Amei este capitulo
*.*
Finalmente o Bill apareceu!
Finalmente os irmaos se encontraram!
Agora só falta a Sara voltar a estar com o Bill

Continua!
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sara_
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Dom Jul 19, 2009 5:54 pm

Vai ser rápido porque estou a escrever na nova fic, adiantar uns capítulos e tales. Já falta pouquinho para acabar, e vão ter de ficar a morrer outra vez de curiosidade, mas eu ando a cumprir prazos, por isso “vemo-nos” na terça (:



- 31 -


- Que dia é hoje?

Desvio o olhar da paisagem e fito William. Estou feliz, mas estou também ansiosa. Passou tanto tempo desde a última vez que o vi, não sei como ele está, não sei se ainda sente o mesmo por mim, não sei se ele sabe que tem um filho, não sei nada. Nem sequer sei quantos dias passaram desde que o David me raptou, digamos assim.

- Dizem que amanha já será um novo ano… - olha para mim e sorri. Sorrio também e volto a dirigir o olhar para tudo o que me rodeia, para aquilo que me rodeou durante tanto tempo antes de os nossos avós morrerem. De súbito, lembro-me do segredo, aquele segredo que ambos guardamos há tanto tempo, tantos anos.
- Will – digo, sem desviar o olhar da neve que se acumula na beira da estrada. – Ainda te lembras do dia em que… - sinto-me incapaz de prosseguir. Um silêncio pesado instala-se no carro topo de gama onde nos deslocamos. Uma tensão quase palpável, uma tensão dolorosa.
- É impossível esquecer… - a sua voz chega até mim num sussurro. Olho para si, ele olha atentamente para a estrada, parece tenso. – Durante este tempo todo, não há dia em que não pense naquele dia. – ficamos em silêncio novamente. Continuo a olhar para ele, sinto uma lágrima deslizar-me pela face, lembro-me das últimas palavras do meu avô, lembro-me de tudo, do porquê da morte deles. Lembro-me como, juntos, assistimos abraçados a tudo.
- Aquilo também não me sai da cabeça… - limpo algumas lágrimas que se soltaram e olho novamente para o exterior. Começou a nevar, os pequenos flocos de neve dissipam-se quando entram em contacto com os vidros do carro, outros juntam-se aos montes de neve que já estão acumulados à beira da estrada. – Um dia, vamos acabar por ter de contar. Sabes disso, não sabes?
- Quando tudo estiver resolvido, nós contamos.


Ficamos novamente em silêncio. A ânsia invade-me novamente. As memórias assaltam-me a mente. Sorrio. Dentro de minutos tudo será como sempre quis, dentro de minutos poderei abraçá-lo novamente, sentir os seus lábios carnudos, sentir o seu cheiro, perscrutar o seu olhar brilhante, o seu sorriso. Dentro de minutos, poderei ouvir novamente a sua voz, aquela suave melodia que sempre me acalmou.

Penso na sua reacção, como será quando me vir novamente. Penso na sua reacção quando Mathew correr para ele e se abraçar às suas pernas, com aquela sua face angelical. Penso como reagirá quando ele o chamar de pai, quando lhe disser bastante aborrecido e com uma sobrancelha levantada que já estava a ficar chateado com os senhores que o tinham levado, quando ele lhe pedir para jogar na playstation, quando lhe pedir para o adormecer, para tomar banho com ele, para saltar na cama, para fazer bonecos de neve. Penso na sua reacção quando o vir, o nosso filho.

São mil e uma coisas que me passam pela cabeça enquanto nos aproximamos cada vez mais da casa onde eles estão. Quero saber se todos estão bem, quero saber se Mathew está bem. Sinto o carro abrandar e ergo o olhar, vislumbrando assim a casa que, se a memória não me falha, pertence aos pais de Shizuka. O coração começa a bater mais depressa, sinto uma estranha adrenalina percorrer-me o corpo, um aperto no estômago, tal é o nervosismo.

Olho para o William que me sorri. Visto o casaco quente que Suri me emprestou e aperto-o até ao cimo, abro a porta e saio, o vento frio atinge-me como um chicote, faz-me doer o corpo todo graças aos vários ferimentos que tenho. Agora, até o medo se apoderou de mim. E se tudo não for como eu esperei? Não ia aguentar, simplesmente não ia conseguir sobreviver mais tempo sem ele. William abraça-me, um abraço que me dá força.

- Vai correr tudo bem. – sussurra, bem perto do meu ouvido – Acredita em mim…

Afastamo-nos e olho-o. Ele continua a sorrir, noto que está verdadeiramente feliz, tal como eu devia estar. Mas simplesmente não consigo, sou demasiado pessimista para acreditar que vai ficar mesmo tudo bem depois de passar aquela porta. As circunstâncias de antigamente dizem-me para não acreditar demasiado que vai ficar tudo como eu quero, e isso assusta-me de uma forma aterradora.

Começo a caminhar, incitada por Will. Caminho lentamente, quase a arrastar os pés. Neste momento devia estar a correr. Devia querer apressar este momento o mais possível, mas tal não acontece. É como se o meu corpo não obedecesse à minha mente, como se algo sobrenatural estivesse a interferir, impedindo-me de ser mais rápida. William caminha atrás de mim, sinto os seus passos perseguir-me bem perto. Eu limito-me a fitar o chão, não vá algo atravessar-se no meu caminho e eu tropece, fazendo com que demore ainda mais tempo do que aquele que está a demorar. Finalmente chego à porta, ficando assim abrigada dos flocos de neve que caiem agora mais intensamente. Hesito por segundos, fitando a porta fechada à minha frente. Inspiro e expiro, tentando atenuar o nervosismo, a ânsia, o aperto no estômago. Ouço o som da campainha no interior sem eu ter pressionado o botão e olho para trás, vejo o William afastar-se sorrindo. O som de passos apressados chega até mim, fico estática, não consigo mexer um único músculo.

A porta abre-se quase em câmara lenta, mas deduzo que tenha sido bastante rápido. As lágrimas soltam-se. O sorriso nasce.

À minha frente estão novamente aqueles olhos brilhantes, aquele sorriso perfeito. O meu corpo parece decidir obedecer à mente e, como se de uma dança sincronizada se tratasse, avançamos um para o outro. Sinto-me ser envolvida pelos seus braços. Cada célula do meu corpo revitaliza, o vazio preenche-se. O seu cheiro, o seu toque, tudo me faz renascer. As suas mãos agarram suavemente a minha face, os nossos olhares encontram-se. Sinto os seus lábios carnudos tocar os meus e desfruto do beijo pelo qual ansiava há demasiado tempo.

- Amo-te – sorrio ao ouvi-lo dizer que me ama. As lágrimas continuam a deslizar pela minha face, lágrimas de alegria. – Amo-te, amo-te, amo-te e vou amar-te para sempre!

Sinto-me ser agarrada, com os braços rodeio o seu pescoço. Ele eleva-me e roda em torno de si mesmo, fazendo-me rodar também. Olha para mim e sorri, sorrio também, um sorriso completo. Pousa-me novamente no chão e os nossos lábios encontram-se mais uma vez.

- Andei quatro anos a morrer aos poucos sem te ter, e agora é como se tivesse renascido. – ele olha-me atentamente, limpo as lágrimas que se soltam dos seus olhos e sorrio. – Amo-te.

Abraçamo-nos novamente. Atrás dele vejo todos aqueles que amo. Os meus primos, a Shizuka, a Chris, o Cooper, a Ann e o Tom, a Lú e o Jay. Sei que William se mantém atrás de mim, deve estar a sorrir ao ver-me finalmente feliz.

Um som demasiado familiar faz-me suster a respiração por momentos. Os meus músculos não permitem que eu me mova. Vejo toda aquela gente desaparecer e correr em várias direcções. Olho à minha volta e quase que o meu coração pára.

- Não, não, NÃO! – sou consumida pelos meus próprios gritos, gritos que expressam a minha dor.

“Não…”
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Lisete
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Dom Jul 19, 2009 7:23 pm

O que foi que aconteceu?
OMG!
Agora que estava tudo bem, tinha de se passar mais alguma coisa!

Continua!
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Seg Jul 20, 2009 6:16 pm

oh nao o que vez aquela besta !!
agora que eles se reencontrao!!!!1


=/

quem levou o tiro?
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Qui Ago 06, 2009 8:19 pm

Eu sei eu sei, andei desaparecida durante imenso tempo e tales, mas a culpa não foi minha, a minha net é que decidiu tirar umas férias e só voltou esta semana. Como eu quero realmente acabar de postar esta coisa, os últimos capítulos vão ser postados dia sim, dia sim. Se por acaso não postar, é porque não podia mesmo. E é o antepenúltimo, que eu até gosto. Espero que gostem (:



- 32 -


- Não, não, não pode ser. – as lágrimas deslizam intensamente pela minha face, abano a cabeça de um lado para o outro, quero acreditar que o que está à minha frente não é real. Quero acordar, quero que isto não passe de um pesadelo. – William, fala comigo, por favor. – sinto as pernas húmidas de estar ajoelhada no chão coberto de neve. Os seus olhos abrem ligeiramente, a respiração é lenta.
- Tens de contar… - memórias e mais memórias atormentam-me, a sensação de déjà vu aumenta. “Não podemos contar a ninguém.” “A ninguém mesmo?” “A ninguém mesmo… Fica a ser o nosso segredo.” “Só nosso, para sempre… “
- Aguenta-te, não me deixes agora, aguenta. – olho para o ferimento, já perdeu muito sangue. Tento convencer-me que ele vai sobreviver, mesmo sabendo que pode não ser possível.
- Melhor amiga – respira a muito custo, as lágrimas caiem cada vez com mais intensidade dos meus olhos – [/b]para sempre. [/b]

E tudo acaba. A história repete-se, é como um ciclo vicioso do qual eu sou protagonista, um ciclo vicioso que eu me encarrego de manter activo. Um ciclo vicioso que já matou demasiadas pessoas, que já destruiu demasiadas vidas.

Sinto-me ser agarrada, erguendo-me do chão molhado. Bill abraça-me, oferece-me os seus braços, o seu corpo, como protecção. Não consigo acreditar que ele tenha morrido, não consigo acreditar que o tenha recuperado por tão pouco tempo. Choro, choro como chorei quando Cath morreu, choro como chorei quando o Bill desapareceu. É uma dor cortante, que nos destrói aos poucos, esta dor causada por mim que alimenta as loucuras de um autêntico animal.

Afasto-me de Bill e olho à minha volta, Suri acabara de chegar e corre para junto do corpo inanimado de William. Vejo Igor, Jay e Tom sair das árvores que decoram o grande jardim da casa com Johann. Ele lança-me um olhar ameaçador, um olhar de pura loucura. Tiro o casaco que começa a pesar por estar demasiado molhado, deixando-o cair no chão, e caminho em direcção a eles. A adrenalina percorre-me as veias, sinto o sangue borbulhar dentro de mim, as dores que antes me impediam de fazer movimentos mais bruscos dissipam-se numa questão de segundos. Ficamos a milímetros um do outro, vejo o seu sorriso insano, o seu olhar que me faz sentir uma repulsa extrema em relação a ele.

- Eu disse que nunca ias ser feliz… - a sua voz é uma melodia horrível que quase me faz vomitar.
- Tu és completamente doente... – falo entre dentes, a raiva a tomar conta de mim – Chegares ao ponto de matar o teu próprio irmão… A sério que não percebo.
- Eu não o queria matar!
– o seu tom de voz é agora mais elevado, recuo um passo – A culpa foi tua… - o olhar que me lançou quando eu estava no armazém tinha regressado, um olhar carregado de ódio e gozo – Sabes, na verdade eu queria acertar em ti, mas o meu querido irmãozinho, que sempre foi muito prestável com os outros, fez o favor de se meter à frente. Deixa-me que te diga, és um autêntico íman para estas coisas. Mas eu continuo a amar-te, sabes que eu não vou desistir…
- Mas acredita que o melhor é desistires, porque eu nunca vou ficar contigo.
– aproximo-me novamente – É preciso repetir?

Tudo o que se segue acontece demasiado rápido. Sinto uma dor lancinante atingir-me no abdómen que me faz curvar sobre mim mesma. Inspiro e expiro algumas vezes, tentando atenuar a dor. Ergo-me ligeiramente e vejo Igor, Jay e Tom correr atrás de Johann. Bill aproxima-se de mim bastante preocupado, perguntando-me insistentemente se estou bem. Ouço a ambulância que alguém tinha chamado para William aproximar-se. Um tiro abafado e um grito de dor. Endireito-me, continuando a inspirar e expirar e olho à minha volta. Toda a gente está estupefacta a olhar para apenas duas pessoas, no entanto ninguém se move. Começo a andar desajeitadamente para junto de Tom que está estático junto a Johann. Vejo Ann começar a correr para ao alcançar. Ele deixa cair a arma, Ann apanha-a rapidamente, abraçando Tom.

- Está tudo bem Tom, está tudo bem. – diz-lhe ela, abraçando-o. Tom continua sem reacção, o que deixa toda a gente com olhares preocupados. Aproximo-me deles e olho Tom, olhando depois para Johann que está deitado no chão agarrado à perna, vigiado bem de perto por Igor e Jay.
- Grande pontaria mano! – Bill aparece atrás de mim, também ele estupefacto. Tom olha para nós e mostra-nos um sorriso vitorioso.
- Acertei-lhe!

Tento sorrir mas não consigo. Sinto-me exausta. Bill abraça-me, sinto o calor do seu corpo aquecer-me. A ambulância chega, assim como alguns polícias. Todos nos afastamos para dar espaço aos paramédicos que se dirigem para junto do corpo de William, colocando-o num daqueles sacos horríveis. Suri corre para os braços do irmão que acabara de chegar, o silêncio impera entre todos. Começa a nevar novamente, vejo a maca desaparecer na ambulância. Deito um último olhar a Johann que se encontra já algemado. Vejo-o entrar na ambulância e respiro fundo. Afasto-me de Bill e aproximo-me de um agente.

- Sara Petrichov – apresento-me, cumprimentando o polícia.
- Pode-me explicar o que se passou aqui?
- Estávamos numa reunião familiar e aquele indivíduo interrompeu, atingido o outro rapaz…
- opto por mentir, ele não precisa de saber de mais.
- E quem atingiu o individuo na perna? – pergunta-me, olhando para Ann que tem a arma na mão. – Foi aquela rapariga que tem a arma na mão?
- Sim, foi em auto-defesa e ela tem licença de porte de arma, no caso de querer confirmar, o nome é Ann Sventrich.
- Muito bem. Se for necessário um depoimento formal nós entraremos em contacto consigo. Precisa de mais alguma coisa?
- Não, tenho apenas mais umas informações sobre o indivíduo. Eu sou médica e acho que devem ter conhecimento que ele tem graves problemas mentais, por isso é recomendável que ele seja internado num hospital psiquiátrico. Se for preciso eu faço uma declaração por escrito e entrego aos meus advogados que irão certamente entrar em contacto com a polícia local.
- Muito bem, obrigada pela informação, teremos isso em conta.


Despeço-me dos agentes e aproximo-me novamente de Bill. Suri caminha até mim, assim como Yuri. Ficamos em silêncio por momentos, até que Yuri me estende a mão, propondo uma espécie de tréguas.

- O que vai acontecer ao Johann? – pergunta-me Suri, vê-se que está bastante abatida.
- Ele vai para um hospício, mas se a vossa família não concordar, façam o que quiserem, desde que o mantenham afastado da minha família.
- Ele precisa de tratamento psiquiátrico, devíamos ter-nos apercebido disso há mais tempo, tinha-se evitado muita coisa.
– Yuri olha para Suri – Vamos?
- Sim.
– Suri olha para mim e para Bill – Obrigada por tudo mais uma vez.
- Nós é que temos de agradecer.
– é Bill quem responde, sorrindo.
- Suri – chamo, quando ela me vira costas para ir embora. Volta-se novamente e suspiro. – Quando for o… funeral, diz. – ela acena e continua a andar, ficando cada vez mais longe.

Bill olha para mim, todas as pessoas que se encontram naquele espaço começam a andar em direcção à casa, todas com uma expressão cansada.

- E agora? – pergunta-me Bill. Olho para ele, o seu olhar brilhante faz-me sorrir levemente, um meio sorriso. Envolvo o seu pescoço com os meus braços e ponho-me em bicos de pés.
- Agora… vais conhecer o teu filho. – ele sorri e sinto os seus lábios tocar os meus.

A neve continua a cair à nossa volta, tingindo de branco esta terra onde os sonhos se tornavam realidade, apagando memórias cravadas no chão que ficou tingido de vermelho vivo. Abraçados, caminho com ele por entre os flocos de neve, com uma promessa a vaguear pela minha mente.

“Eu conto, prometo que vou contar”
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sex Ago 07, 2009 11:15 pm

O Tom tem boa pontaria!
Ainda bem que nao o matou!

Oh!
O Billy vai conhecer o seu filhote *.*
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sab Ago 08, 2009 12:13 am

Dá para acreditar que já é o penúltimo? Men, um ano já passou e eu com esta coisa em mãos, mas agora que está a acabar, confesso que começo a ter saudades :' Baah, mas amanha é que é o último, por isso vou deixar as lamechices para esse. Lembram-se do primeiro Sara's Memories? Well, aqui está a memória completa, o que realmente aconteceu no dia em que o avô morreu. Espero supreender-vos, really.



- 33 -
penúltimo


[Sara’s Memories]

Agosto de 2005, perto da Sibéria, Rússia

Corríamos pelo enorme jardim da casa do meu avô, os nossos risos invadiam o ar ligeiramente quente que pairava sobre nós. Era Agosto, tempo de férias, e tempo de férias significava uma viagem até à Sibéria para passar o mês inteiro com os avós. Durante um mês trocávamos o calor tropical de uma ilha paradisíaca pelo calor polar da Sibéria, e isso fazia-nos realmente felizes, porque podíamos fazer, literalmente, tudo o que nos apetecesse. Era a única altura do ano em que podíamos estar todos juntos, em que podia estar livremente com ele, o meu melhor amigo, sem ter os pais a chatear.

- Vamos jogar às escondidas? – perguntou-me o William, bastante sorridente.
- Só os dois? – ele assentiu e eu continuei – Mas assim não tem piada Will…
- Se te esconderes bem tem!
– respondeu-me, continuando a sorrir. – Vai-te esconder, eu fico a contar!

Correu para junto de uma parede e começou a contar como se estivesse a contar segundos. Olhei à minha volta, procurando um sítio para me esconder. Corri até uns arbustos e ajoelhei-me no chão atrás deles. Pelos pequenos buracos existentes na planta conseguia vê-lo ainda junto à parede, continuando a contar.

- Já está! Estou a ir! - deixei de olhar para ele e encolhi-me mais um bocado, não queria ser descoberta. – Apanhei-te! – sobressaltei-me e olhei para cima, levantando-me carrancuda. Sempre que jogávamos, ele encontrava-me.
- Estás-me sempre a encontrar, não gosto deste jogo.
- Tu escondes-te sempre aqui!
– desculpou-se. Sacudi os joelhos e cruzei os braços à frente do peito, começando a andar para dentro de casa. Estaquei ao ouvir alguém berrar e senti puxarem-me de novo para trás do arbusto – Não faças barulho – sussurrou-me, abraçando-me.

Duas figuras apareceram do nada, caminhavam furiosas, até que decidiram parar no jardim, mesmo em frente a nós. William fez-me sinal para me manter calada e eu assim fiz, focando toda a minha atenção nos nossos avós. O que se teria passado para estarem a discutir?

- Tu não me podes estar a fazer isto! – gritou o Sr. Shakaroff, bastante irritado. Olhei para William confusa, que me devolveu o olhar, alertando-me novamente para me manter em silêncio.
- Isso é que posso. Ele é meu filho, tenho direito a que ele seja meu filho legalmente, ele tem o direito de saber a verdade!
- Tu não quiseste saber dele Petrichov, o que te deu agora para fazeres esta cena?
- Não é normal um pai querer o seu filho de volta?! Shakaroff, eu precisava do dinheiro, eu estava na miséria e já tinha duas filhas, não ia conseguir sustentar mais um filho!
- Sabes o que se diz, não os queres, não os faças. Eu não vou permitir que estragues a minha família, não vou permitir que contes a verdade!


Olhei novamente para William, ele apertou-me mais contra si. Estava a ficar cada vez mais assustada, aquela conversa parecia ser bastante importante, mas também bastante problemática. Mesmo em tenra idade, sentia um apertozinho no estômago, como se algo me indicasse que não ia correr bem, que aquela conversa iria acabar mal.

- Eu não vou deixar que continues a enganar a tua família. Ele tem de saber! Os miúdos têm de saber! A Sara e o William principalmente. Eles são tão próximos, a amizade deles está a crescer cada vez mais, eles já não passam um sem outro. Imagina que aquela amizade passa a algo mais, achas que eles podem ter uma relação amorosa sendo primos?!

Os nossos olhares cruzaram-se instantaneamente.
Primos. Aquela palavra ecoava na minha mente de uma forma estonteante. Primos, tal como Igor e Serghei me eram, tal como a Marie e a Sasha. Primos, e se eu e o William fossemos realmente primos, isso queria dizer que aquele filho de que os nossos avós falavam era o pai do Will e do Johann.

- Petrichov, nós não sabemos se isso vai acontecer, e se acontecer, podemos arranjar sempre maneiras de os separar! Peço-te, não me destruas a família, não me destruas a única coisa garantida que ainda tenho.
- Em primeiro lugar está a minha família e a verdade. Eles precisam de saber. Precisam de saber que eu me meti com as pessoas erradas e fiquei sem dinheiro, precisam de saber que tive um filho e que o vendi como se fosse um objecto para poder dar-lhes de comer, precisam de saber que esse filho é o Isaac, o pai do William e do Johann. Os miúdos precisam de saber que têm mais dois primos!
- E eu preciso de manter a minha família unida
. – completou o avô do Will.

Mantivemo-nos em silêncio, os braços do William mantinham-se à volta do meu corpo. Era tudo um bocado confuso, na minha cabeça nada fazia sentido. Talvez não tivesse de fazer qualquer tipo de sentido, talvez apenas descobrisse a verdadeira importância daquele assunto mais tarde, quando fosse adulta. Olhei para o meu melhor amigo, para o meu primo, e senti o nó no estômago aumentar, tornando-se numa sensação demasiado desconfortável.

- Estás bem? – sussurrou, tentando não ser ouvido. Assenti com a cabeça e ele beijou-me o cabelo. Ele era sempre assim quando sentia que eu estava assustada, tinha sempre aquele instinto protector em relação a mim. A voz do Sr. Shakaroff fez-nos focar a atenção novamente nos nossos avós.

- Proponho um desafio, se eu ganhar, isto não se sabe. Se tu ganhares, contas a verdade a toda a gente.
- E que desafio é esse?
- Roleta russa, adaptada à situação.


Uma expressão de pânico atravessou o rosto do meu avô. Roleta russa, eu já tinha ouvido aquele nome, e não me soava de todo a um simples jogo de tabuleiro.

- Tens a certeza? – perguntou o meu avô, que apesar da expressão de pânico, falou num tom bastante calmo e decidido.
- Sim. Dois revólveres, duas balas, um para cada um.

Aquela palavras fizeram-me encolher mais para junto de William. Revólver, bala, ambas palavras que eu sempre ouvira por maus motivos, palavras que eu sempre ouvira quando se falava em mortes. Senti os olhos tornarem-se húmidos, as lágrimas a quererem transbordar deles a qualquer momento. Aquilo não podia significar que um deles ia morrer, ou até ambos. E morte era uma palavra tão forte, que punha fim a uma vida, sem hipótese de retorno. Seria o fim?

- Muito bem. – concordou o meu avô. Não queria acreditar nas palavras que chegavam aos meus ouvidos, eles não podiam simplesmente querer acabar tudo, assim, definitivamente. Preparei-me para os impedir de fazer o que quer que fosse que queriam fazer mas William impediu-me, obrigando-me a manter-me escondida. Ele queria que eu ficasse a assistir ao fim dos nossos avós e simplesmente não fazer nada?
- É perigoso – avisou-me, sussurrando mais uma vez. Como sempre, segui o seu conselho silencioso e mantive-me ao seu lado, esperando que eles mudassem de ideias.

Sacaram dos revólveres, tiraram todas as balas e trocaram o objecto entre eles. Então, pegaram numa só bala, introduziram-na na câmara do revólver e afastaram-se, dando três passos largos atrás. Giraram o tambor, fechando-o quase ao mesmo tempo. Mantiveram-se em silêncio durante algum tempo, as lágrimas soltaram-se dos meus olhos, senti William soluçar silenciosamente ao meu lado. Olhei para ele, mas ele rapidamente limpou as lágrimas, fazendo-se de forte para mim. Mas eu sabia que ele estava como eu. Ambos sabíamos, apesar de muito novos, que aquilo ia correr mal.

- Aos três – disse o avô do William, respirando fundo. Apontaram a arma um ao outro, como se estivessem num filme
western, num daqueles duelos parvos de cowboys, mas com uma carga emocional muito maior. – Um – começou a contar.
- Dois – ouvi o meu avô. William juntou os nossos corpos cada vez mais, as lágrimas caiam com mais intensidade, o meu corpo tremia com o nervosismo.
- Três – disseram em uníssono.

Ouvi dois tiros, abafados um pelo outro. O grito que eu e William demos nem sequer se fez ouvir com o som. Ambos ficaram estáticos, perplexos. Olharam ambos para os seus troncos, deixaram cair os revólveres no chão e levaram as mãos ao abdómen. Sangue, ambos tinham os dedos cobertos de sangue. Vi-os cair quase em câmara lenta, quase sincronizados.

- Avô! - grito, saindo do meu esconderijo com as lágrimas a caírem intensamente pela minha face abaixo. Sinto o meu melhor amigo sair do esconderijo atrás de mim, gritando as mesmas palavras que eu.


[End of Sara’s memories]

Roleta russa é um jogo de azar onde os participantes colocam uma bala — tipicamente apenas uma — numa das câmaras de um revólver. O tambor do revólver é girado e fechado, de modo que a localização da bala é desconhecida. Os participantes apontam a arma para as suas cabeças e atiram, correndo o risco da provável morte caso a bala esteja na câmara engatilhada.
Neste caso, adaptei o jogo à situação - eles tinham dois revólveres e a cena da bala era a mesma, mas em vez de andarem a apontar à cabeça, apontava um ao outro. A probabilidade da bala estar na câmara engatilhada em ambos os revólveres é bastante pequena, mas lá está, é um jogo de azar e, apesar de pequena, a probabilidade continua lá.
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sab Ago 08, 2009 10:49 pm

Por esta é que eu nao esperava!
Eles eram primos! OMG!

Só falta um!
Posta rápido, que eu quero saber o final! =D
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Dom Ago 09, 2009 5:52 pm

Okay, eu não vou chorar a fazer isto, mas preparem-se, vem aí testamento. Nunca pensei escrever uma FF tão grande, com uma história tão profunda e digna de um filme de Hollywood. Não estava definitivamente nos meus planos. Quando comecei a escrever a Dangerous World, queria fazer uma coisa que nunca tinha feito, queria superar-me a mim mesma, porque podia - e pode - ser a última FF que escrevia, então queria algo realmente bom. No fundo, sei que consegui atingir os meus objectivos, sei que evoluí ao longo deste último ano, e a comparação está à vista de quem quiser ver, basta ler os primeiros capítulos e os últimos, acho que a diferença é evidente. Tentei sempre fazer com que quem lêsse conseguisse perceber, sentir o que as personagens sentiam, e fiquei feliz por tantas vezes me dizerem que ao ler era como se realmente estivessem lá, a sentir aquilo que eu queria que sentissem, que fossem as personagens. Mais uma vez, tarefa cumprida. Escrever faz parte de mim, sempre fez, e esta FF deu-me um gozo enorme escrever. Foi um desafio, acho que o podemos considerar um desafio. Tive vários bloqueios, dias e dias sem conseguir escrever, mas superei-os sempre, de uma maneira ou de outra. Aconteceram coisas que mudaram a minha vida, e a DW acompanhou-me sempre, refugiei-me na minha paixão, a escrita, escrevendo na DW, e o mundo parecia deixar de existir. Mas nada disto era possível sem a existência de uma pessoa em especial. E desculpa, Chris, mas vou ter de fazer isto, não me mates. Esta Chris é a chris21, que se não fosse a paciencia dela para ler e reler esta FF, aturar-me quando não conseguia escrever, quando precisava de uma opiniao desesperadamente ou até quando estava num dia não muito bom, talvez nunca tivesse acabado a DW. Por isso, num todo, a DW também lhe pertence, e só tenho uma coisa a dizer - Obrigada. A sério, muito obrigada mesmo, por tudo. E obrigada a vocês, que leram e comentaram a Dangerous World, que tornaram isto possível. É tudo o que tenho a dizer, obrigada.



- 34 -
ÚLTIMO
clicar, sff


Abril de 2015, Berlim, Alemanha

- Para o menino Mathew, uma salva de palmas!

Ouvem-se gritos e sons de aplausos enquanto ele apaga as velas com um sorriso nos lábios. Nunca o tinha visto tão feliz, com aquele sorriso ainda maior do que o habitual, mais genuíno.

É impossível descrever a felicidade dele quando chegámos à Alemanha. Foi-nos esperar ao aeroporto com a Simone e o Gordon e, assim que viu o Bill ao meu lado, começou a correr logo para os braços dele. Era como se, mesmo sem nunca o ter visto, soubesse logo que ele era o pai. E o Bill, como ele estava feliz. É um pai babado, a primeira coisa que me disse foi que o Mathew era parecido com ele. E ele tem razão.

Depois do que aconteceu na Rússia ficámos por lá durante mais uma semana. O funeral foi… demasiado emotivo. Nunca gostei de funerais, nunca gostei de cemitérios, mas superei todos os meus fantasmas por ele. Estávamos lá todos, custou-me imenso estar com os pais dele, estavam arrasados. Tinham acabado de perder os dois filhos, e tudo por minha culpa. Mas eles não me culpavam de nada, não guardavam ressentimentos. Receberam-me em casa deles como sempre me tinham recebido, de braços abertos.

Contei o segredo a toda a gente. Tal como eu e William já prevíamos muita coisa mudou. É claro que uma parte negra da vida do meu avô foi exposta, mas não houve grandes confusões. O pai do William não me pediu qualquer tipo de dinheiro da herança do meu avô, respeitou a sua vontade. O facto de toda a gente ficar a saber a forma como eles morreram causou mais surpresa e incredulidade. Ninguém queria acreditar que as balas tinham ficado, em ambas as armas, na câmara engatilhada mas, tanto tempo depois da morte deles, foi mais fácil aceitar – a dor já estava mais amenizada.

As gémeas e os G’s voltaram a ver-se. Eles gostam mesmo uns dos outros, e não tarda nada estão a casar. O Gustav diz que está a ficar velho, que não é normal o mais novo já ter um filho e ele ter ficado para tio. O Georg acha a ideia de ter filhos um bocado estranha, no fundo acho que ele tem medo que sejam dois logo de uma vez, mas ele não confessa. É o Georg, e está tudo dito.

A Lú e o Jay foram uma semana para o Canadá. O Jay decidiu contar porque é que sempre se recusou a meter os pés em solo canadiano e ficámos todos bastante surpreendidos. Na verdade, ele viveu no Canadá até o meu pai o contratar, mas a relação dele com o pai nunca foi boa, a sua mãe tinha morrido num acidente de viação quando ele era pequeno e a culpa tinha sido do pai que adormecera ao volante. O Jay nunca o perdoou, mas finalmente decidiu revê-lo. Pelo que consta agora tudo está bem, o senhor refez a sua vida e o Jay tem uma irmã que, segundo ele, é do mais irritante que pode haver. A Lú ficou bastante feliz por ele ter contado tudo. Desapareceram os dois há uns dias atrás, hoje ligaram para dar os parabéns ao Math e disseram que estavam em Tóquio, dizem que vão dar a volta ao mundo. Bem, eles lá sabem o que querem fazer, mas sempre me pareceu uma boa ideia e o Jay já queria fazê-lo há bastante tempo.

O Igor parece que assentou, finalmente! E não foi surpresa para ninguém quando a Shizuka e ele anunciaram que namoravam. A Shizuka sempre gostou dele, toda a gente o sabia, e só ele é que não queria ver isso. Mas parece que agora está tudo bem, eles parecem felizes, e o Igor está irreconhecível, bastante querido com ela, já não se mete com tudo o que anda de saia, faz-lhe todas as vontades… Foram feitos um para o outro, são daqueles casais que são incompatíveis com todas as outras pessoas, menos um com o outro. Agora só falta o Serghei arranjar namorada…

A Ann e o Tom estão óptimos. Compraram uma vivenda nos arredores de Berlim, sinceramente acho que o apartamento que o Tom tem era suficiente para eles os dois, ainda não percebi muito bem para que querem uma casa tão grande. Estou desconfiada que o Bill sabe mais do que quer contar, mas eu confio nele. Seja lá o que for que eles andam a planear, não deve ser nada de assustador. Quem diria que estes dois iam ficar juntos… pareciam o cão e o gato, e agora é o que é. Já não passam um sem o outro! Estão realmente felizes, e eu delicio-me ao vê-los sorrir. É bom ver o Tom novamente feliz, novamente com aquela energia toda.

Uma das coisas que me surpreendeu mais foi a relação da Chris com o Cooper. Eu não sei como é que a coisa se deu, mas ela deu-se e está à vista de todos. As probabilidades da Chris se apaixonar pelo nerd do Coop eram pequeníssimas, mas a vida já me ensinou que as probabilidades estão sempre viradas para o que me rodeia, então já devia esperar que a pequenina probabilidade se concretizasse. Eles fazem um casal hilariante! Não sei o que a Chris anda a fazer ao meu Cooper, mas o rapaz anda-me bastante mudado, está mais moderno. Com mais um bocadinho de massa muscular quase que o confundia com um modelo. Mas o magrinho Cooper será sempre o magrinho Cooper, quer a Chris queira, quer não. E este namoro veio fixar a Chris na Alemanha, ela não quer voltar para Itália, está decidida a ficar por cá. O que o amor faz às pessoas…

- Sara? – desperto das minhas reflexões e olho para Bill. Ele sorri e eu retribuo o sorriso. Olho para Mathew que brinca animadamente com alguns amigos do colégio e com Tom.

Fito novamente o horizonte e dou por mim a recordar toda a minha estadia na Alemanha. Quem diria que eu, Sara Petrichov, ia acabar em casa daquele que eu pensava ser o meu grande amor? Quem diria que eu e o Bill íamos criar uma relação tão bonita? Ninguém. Mas a verdade é que, apesar de todos os obstáculos, todos os problemas, aqui estamos nós a celebrar o 4º aniversário do nosso filho.
Não tencionamos casar, ambos achamos que não é necessário. Em vez disso escolhemos fazer uma tatuagem igual, um Olho de Hórus, no pulso direito. Foi Chris quem nos propôs essa tatuagem, pelo que ela disse, é um símbolo de protecção e combate ao mau-olhado. Se é ou não, só os Egípcios o sabem, mas pareceu-nos o símbolo ideal. Foi a forma que escolhemos para selar o nosso amor.

- Math, anda abrir o presente da mãe e do pai! – disse, assim que desviei o olhar do horizonte. Ele levanta-se alegremente e sorri.
- Onde está? – pergunta, bastante ansioso. Bill sorri e olha para mim.
- Está um bocadinho longe, vamos ter de ir no elevador e tudo.
- Porquê?!
– pergunta ele, levantando a sobrancelha e colocando as mãos nas ancas. Todos riem, ou melhor, os mais velhos riem. Eu e Bill, Chris e Cooper, Tom e Ann, Shizuka e Igor, a Simone e o Gordon, os meus pais, as gémeas e os G’s.
- Porque é um bocado grande para se ter aqui em casa filho – respondo, a sorrir. – Vá, anda lá connosco. – ele corre para mim e para o Bill e dá-nos a mão, caminhando no meio dos dois.

Vamos para o elevador, precisamos de ir até à garagem. Não demoramos muito a lá chegar, encaminhamos Math para o compartimento à parte onde temos os nossos carros e vejo o seu sorriso crescer assim que vê a mota quatro rodas daquelas que andam bastante devagar a um canto. Ele já andava a pedir uma destas há bastante tempo, então eu e o Bill decidimos fazer-lhe a vontade. Ele corre para a mota e senta-se de cima dela, começa imediatamente a andar.

O meu telemóvel toca e saio um bocado para atender. É Suri, o que me deixa um pouco preocupada.

- Suri? Está tudo bem? – pergunto, em russo. Ela suspira, fico cada vez mais preocupada.
- O Johann suicidou-se no hospital. Ninguém sabe como ele o fez, encontraram-no morto.
- Obrigada por me dizeres Suri. Agora tenho de desligar, é o dia de anos do Mathew. Falamos melhor depois.
- Sim, claro. Dá-lhe os parabéns.


Despeço-me dela e desligo. Johann suicidou-se. Não me sinto culpada, não sinto pena, não sinto rancor. Tudo o que sinto é indiferença.
Volto para junto de Bill e Mathew e sorrio ao vê-los brincar com a mota. Recordo as últimas palavras do meu avô, “Vais ser uma grande mulher, minha Sara…”. Acho que não o desiludi… Mas aquela pergunta continua a pairar sobre a minha cabeça, continua a fazer-me pensar.

“Vivemos num mundo perigoso, onde as pessoas perigosas predominam… Vais-te deixar apanhar?”

Ainda tenho de pensar muito bem sobre esta pergunta, mas de uma coisa tenho a certeza – o mundo para mim deixou de ser perigoso, mas eles continuam aí, e eu continuarei a encontrá-los ao longo da minha vida. Mas agora, o meu maior medo não é deixar-me apanhar, é deixar que eles sejam apanhados. E isso eu não vou permitir, porque eles são a minha vida, o meu respirar, e eu já morri interiormente durante demasiado tempo.

Este é um mundo perigoso, este é o meu mundo.
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Dom Ago 09, 2009 8:10 pm

Oh!
*.*
Adorei o final!!

Tudo em paz e todos apaixonados! =D

Gostei muito desta FF.
Espero ler mais fic's tuas

Beijinho*
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   Sab Ago 15, 2009 3:31 am

Bommm *.*

tenho que aqui fazer um discurso comprido afinal estive sem comentar nas ultimas 2 semanas1
(tanto tempo semler DW ='( )

Nao esperava ja o fim, mas acho que nao poderia ser outro perfeito


odeio mortes mas acho que deu um ar realista´pk se acabasse com todos felizes e contentes era um pouco conto de fatas a mais.

acabaram felizes a Sara estava com sua familia novamente com o filho, com o Tom com Ann todos e principalmente Bill.

esta FF surpreendeu-me e sem duvidas evaluio o que comesou com uma FF normal acabou numa historia deslumbrante parabens!

espero continuar a ter a sorte de ler FF escritas po ti sara_ e obrigado chris21 por nao a deichar desistir da DW valeu mt a pena

bjs***
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MensagemAssunto: Re: Dangerous World 2 ~ 34 ~ último   

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Dangerous World 2 ~ 34 ~ último
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